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Acabou a água potável em Cerro Grande do Sul

O que vinha sendo alertado e temido pelo funcionário da Corsan, Marcos Kologeski, responsável pela estação de tratamento de água no município, está ocorrendo, e a água do arroio São Silvestre não está mais chegando aos tanques da estação, pois a vazão no ponto de captação está praticamente nula.
Neste sábado, 27 de janeiro, a água parou de descer pelos canos por volta das 04 horas da manhã e não mais retornou. Uma equipe técnica está no topo da cachoeira tentando fazer com que pelo menos uma quantidade mínima seja captada, mas até às 11 horas ainda não haviam tido sucesso.
Enquanto isso, desde ontem, sexta-feira (26), a Corsan tem trazido água potável, por meio de caminhão pipa, das cidades de Tapes e Sentinela do Sul, para abastecer os tanques, mas a medida não resolve o problema, apenas ameniza. O abastecimento para a cidade está desligado desde as primeiras horas da manhã e só será religado quando tiver uma quantidade mínima de água capaz de dar conta da vazão dos canos.
“O caminhão pipa é apenas um paliativo pra que possamos amenizar a situação. De acordo com a demanda seria necessário cerca de 20 caminhões desses por dia, mas só deveremos receber umas quatro viagens”, explicou Marcos.

Falta de noção
Bastante preocupado com a situação, Marcos alertou para o fato de que as pessoas ainda não entenderam a gravidade do problema e que muitas não estão economizando.
“Passando pela cidade ontem observei pessoas lavando a calçada, lavando o carro, entre outras coisas, um absurdo em época de escassez como a que enfrentamos. Temos alertado as pessoas de que poderia faltar e essa hora chegou”, desabafou.

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