Alternativas na alimentação e manejo das aves é apresentada na Expoagro Afubra

O trabalho de avicultura colonial desenvolvido em parceria pela Emater/RS-Ascar, Embrapa, Escola Técnica Estadual de Canguçu, Senai, Instituto Federal Sul-riograndense e outras instituições, trouxe para o Espaço Casa da Emater, na Expoagro Afubra, em Rio Pardo, um sistema que apresenta algumas alternativas na alimentação e manejo das aves. A proposta é oferecer aumento de renda, no caminho da produção sustentável, diz o pesquisador da Embrapa, João Pedro Zabaleta.

Nesse sistema mais aperfeiçoado e rentável, as aves coloniais são criadas com acesso a piquetes com pastagens, água e sombra, onde se exercitam e diversificam sua alimentação. No momento em que o frango sai para o pasto e cisca e se exercita, a carne vai ser mais magra, diz o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Luiz Ignácio Jacques.

Dentro da questão da sustentabilidade, complementa Zabaleta, o objetivo é avançar no uso de outros ingredientes para ração, como é o caso da batata-doce, mandioca, abóbora e sorgo. Tudo isso pode compor uma ração, diminuindo a dependência do milho e da soja. Então, no momento em que temos essas possibilidades técnicas, nós contribuímos pra diversificar a matriz produtiva, a agricultura familiar e manter o agricultor com renda no campo, salienta.

O sistema apresentado no local também conta com algumas ferramentas desenvolvidas pelo Senai, como uma cortina automatizada acionada por controle ou celular e um controle de iluminação automático que facilita o trabalho do produtor e garante a produtividade. No momento em que usa o manejo de luz, o produtor tem ovo o ano inteiro, diz Jacques.

Nessa parceria, a Emater/RS-Ascar também oferece curso de avicultura colonial no Centro de Treinamento de Agricultores de Canguçu (Cetac), que é o único nesta área no sul do Brasil e tem despertado, inclusive, o interesse de produtores do Uruguai e do Norte do país.

Estamos pelo sexto ano fazendo cursos em parceria, capacitamos mais de 350 pessoas, entre técnicos e agricultores, o que tem gerado impactos positivos e concretos na vida dos produtores, ressalta Zabaleta. Temos um bom número de produtores avançando na atividade em diversas regiões do Estado, completa Jacques, citando como exemplo uma agroindústria de Canguçu, que abate e comercializa frango.

Fonte: Emater/RS

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