Colégio Patrício Vieira Rodrigues prepara volta às aulas

Retorno às aulas está marcado para o próximo dia 20 de fevereiro

Com quase 80 anos de história, o Instituto Estadual de Educação Coronel Patrício Vieira Rodrigues, localizado em Tapes, atravessa nos últimos anos um momento complicado. A escola que já chegou a contar com dois mil alunos matriculados, atualmente reduziu este número quase pela metade.

Um dos fatores principais para a diminuição no número de estudantes passa pela falta de investimentos do Estado, principalmente no que diz respeito a estrutura dos prédios, que além da fiação elétrica exposta nas salas e corredores, também sofre com as goteiras, mesmo após as reformas, ocorridas entre outubro de 2015 e abril de 2016.

Em décadas passadas, o colégio que era referência na região, pois dispunha de cursos na área do magistério, atualmente sofre com um certo desprestígio, motivado de certa forma pela sua precária infraestrutura.

Atualmente a escola Patrício conta com 71 servidores em seu quadro de funcionários e oferece  matrículas nas áreas de educação infantil, séries iniciais, ensino fundamental (séries finais), ensino médio e o Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Sob nova direção pelos próximos três anos

O jornal Regional conversou com a nova equipe diretiva da escola que assumiu o comando da instituição após a eleição ocorrida no final de novembro do ano passado. A nova diretora é a professora Carmem Lúcia Marques, formada em história, mas que também desenvolve as disciplinas de Filosofia, Sociologia e Geografia. Com 24 anos anos de serviços prestados à educação, sendo dezessete anos pelo Estado e sete anos pelo Município, a nova diretora tem ao seu lado na equipe de gestão, as professoras Josélia Corrêa Reginatto, Rossana Aranha e funcionária Marlova Braz da Silva.

“É tudo muito novo para mim. Sei que o desafio será enorme”, projeta Carmem, que revela ter recebido a escola com o caixa financeiro “zerado”. A diretora contou que a maioria das salas de aula necessitam de reformas, como pintura e reparos na parte elétrica, pois muitos fios estão expostos e apresentam riscos a alunos e professores.

A falta de recursos financeiros disponíveis em caixa impossibilita a compra de materiais de construção e também o pagamento de mão de obra para revitalizar os ambientes e realizar as reformas necessárias. Para piorar ainda mais, o Governo do Estado do RS ainda não repassou recursos financeiros a instituição, assim como já fez a outras escolas estaduais situadas no município.

Contudo, o trabalho voluntário de funcionários, alunos e também de pessoas da comunidade está fazendo a diferença na escola. Conforme Carmem, esta rede de ajuda e apoio em prol da instituição é fundamental, pois vem possibilitando que os reparos mais urgentes possam ser concretizadas para que os estudantes retornem às aulas, dia 20 de fevereiro, em um ambiente mais agradável e seguro.

“Estamos fazendo reformas estruturais e priorizando o que é urgente, pois os alunos não podem estudar num ambiente como o atual, então estamos fazendo a manutenção com recursos e mão de obra vindas através de parcerias com a comunidade e com a ajuda de um recursos de uma “vaquinha” feita pelos próprios funcionários da instituição”, contou a diretora.

A comunidade está ajudando ativamente e as doações, por exemplo, de tintas estão dando “cara nova” as salas de aulas. “As doações não precisam ser exatamente em valores. Pois também é bem vinda a destinação de tintas, cortinas, torneiras, lâmpadas e materiais elétricos em geral”, explicou. “Uma escola não pode sobreviver sem a parceria da comunidade, que precisa entender que a escola é dela”, considerou.

Os espaços disponíveis também estão sendo otimizados, buscando dar uma maior agilidade na gestão escolar. “Queremos fazer uma pequena revolução aqui, principalmente para que esta instituição seja mais atrativa e cumpra definitivamente seu papel social. Queremos implantar um linha pedagógica única que possibilite que o aluno adquira conhecimento, e que este conhecimento seja útil pra sua vida”, complementou Carmem.

Nova direção promete transformar o ambiente para melhor

Curso normal do magistério suspenso

Este ano o colégio Patrício não terá o ingresso de novas turmas para o curso normal de magistério. O fato se deve a não regulamentação dos trâmites legais que deveriam ter sidos providenciados pela antiga direção da escola, ainda em outubro do ano passado.

Agora entre reuniões e encontros com a Secretaria de Educação do RS e na 12ª Coordenadoria de Educação, localizada em Guaíba, buscou resgatar as inscrições ainda para este ano, já que ao menos 48 alunos demonstraram interesse em começar seus estudos na escola.

No entanto, apesar dos apelos, o ingresso de novos estudantes no curso normal não será possível este ano, restando somente a continuação para aqueles alunos que já estavam matriculados. “No que se refere aos cursos de Aproveitamento de Estudos (AP) e no Curso Técnico, nós poderemos recolocá-los a partir do segundo semestre deste ano por serem cursos semestrais”, pontuou Carmem.

No dia 18 de fevereiro deverá ocorrer na escola uma reunião entre professores e servidores em geral da escola. Ainda não está definida a data da primeira reunião que envolverá pais, direção escolar e professores. Esta reunião deverá contar com a presença da delegada de polícia Fabiane Bittencourt. A prestação de contas da nova gestão além de outros assuntos de extrema importância para escola deverão ser debatidos.

Agradecimentos

A nova equipe diretiva da escola deixou registrado alguns agradecimentos especiais para algumas pessoas e entidades sociais que estão colaborando neste novo momento do Colégio Patrício, seguem algumas delas:

Dimas Costa, presidente da Associação São Miguel, prefeito municipal Silvio Rafaeli, deputado estadual Marcus Vinicius Vieira de Almeida, empresário e presidente da Accita, Mauro Dietrich, professores e funcionários da escola, alunos, além da comunidade de um modo geral que está abraçando a causa para tornar a escola novamente em um ambiente acolhedor.

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