Médicos plantonistas estudam desligamento do hospital de Camaquã

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Fonte: Acústica FM / Gil Martins – Foto: Valério Weege

Documento relatando falta de itens para cirurgias, foi entregue nesta quinta para a direção do Hospital Nossa Senhora Aparecida

Médicos do plantão traumatológico do hospital Nossa Senhora Aparecida, entregaram uma notificação para a direção do hospital, relatando a falta de produtos cirúrgicos. O documento foi entregue nesta quinta-feira (29).

A notificação relata a dificuldade que os médicos do setor de traumatologia estão enfrentando para realizar cirurgias eletivas, principalmente em casos de fraturas em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo os médicos, não está sendo feita a reposição de materiais cirúrgicos, o que deixa o hospital sem condições técnicas para a realização de diversas cirurgias. Para alguns casos, já existe a falta de implantes (placas, parafusos, etc).

A reportagem da Acústica conversou com médicos do setor de traumatologia, que relataram estar avaliando a possibilidade de solicitar desligamento do plantão. A categoria se diz acuada após o fechamento do ambulatório do hospital, que inviabilizou a realização de cirurgias eletivas, que em alguns casos, se tornam necessárias para o andamento de determinados tratamentos.

Os profissionais relataram a reportagem, que estão com salários atrasados há mais de um ano, e que mesmo assim, seguem prestando atendimento.

Não realização de cirurgia em menino de 16 anos causou polêmica

Familiares de um adolescente registraram recentemente na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Camaquã (DPPA), que o Hospital Nossa Senhora Aparecida teria se negado a realizar um procedimento cirúrgico. O fato teria ocorrido no último dia 25 de novembro, após o jovem de 16 anos ter caído de bicicleta.

Em seu registro de ocorrência, os familiares alegam que o médico plantonista teria dito que o caso do rapaz era grave e que necessitava de uma intervenção cirúrgica para colocação de pinos, para corrigir os ossos fraturados, mas que o hospital não iria realizar a operação, por questão de gastos e de não ter o material.

Médicos dizem que menino recebeu atendimento de urgência

Com relação ao atendimento prestado ao menino, os médicos afirmam que o adolescente recebeu o atendimento considerado de emergência. Um clínico atendeu o paciente e constatou a fratura.

Em seguida, um traumatologista foi chamado e realizou o alinhamento, que é o procedimento recomendado neste tipo de caso. O médico alega que foi dada orientação para cirurgia e que não havia a necessidade de ser feita com urgência, classificando como eletiva.

A família relata que não conseguiu realizar o agendamento da cirurgia, devido ao fechamento do ambulatório.

O que diz o hospital sobre o caso

A reportagem da Acústica entrou em contato com a direção do hospital, para saber a sua versão sobre o caso. A instituição diz que as cirurgias de urgência e emergência seguem ocorrendo normalmente e que somente cirurgias eletivas foram canceladas.

Destacou também, que atualmente existem materiais em estoque para realização de cirurgias de emergência. Segundo o hospital, os problemas ocorrem em decorrência do atraso dos repasses por parte do governo do estado

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