Prefeito Ivo é absolvido e permanece no cargo

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Foram cerca de dez horas de sessão de julgamento até que saísse a decisão que deixou o prefeito de Camaquã, Ivo de Lima Ferreira aliviado, quando foi absolvido por 09 votos a 06, no plenário da Casa de Leis, na noite desta quinta-feira, 08 de fevereiro.
O mandatário municipal foi julgado no processo que apurou denúncia sobre possível irregularidade no repasse de recursos de doação feita pela empresa Lins Ferrão e Cia Ltda (Lojas Pompéia), de R$ 83 mil, a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Camaquã.

Manobra política garantiu vitória
O prefeito seria condenado e poderia ter seu mandato cassado se 10 dos 15 vereadores votassem contrários ao governo. Possibilidade que era forte pelo menos até a metade de janeiro deste ano. Ocorre que no final do mês passado o PMDB, por decisão quase unânime da executiva do partido, deixou de ser oposição e passou a integrar o governo. Não por acaso os três vereadores peemedebistas votaram pela absolvição do administrador municipal.
O PDT partido que não quis aderir ao governo, ainda em novembro do ano passado, quando em decisão bastante dividida seguiu independente, também votou dividido na sessão de julgamento, com dois votos pela abssolvição e um pela cassação de Ivo.
Já o vereador Marco Longaray do PT, partido de oposição ao governo, votou pela abssolvição do prefeito. Apesar de criticar o governo pela forma que lidou com a tranferência do recurso financeiro, o que classificou como fragilidade técnica, Longaray disse que não identificou dolo e má-fé. Acrescentou ainda que sua decisão teve base no depoimento do senhor Luis Antônio Baptistella, representante da Empresa Lins Ferrão que confirmou que confirmou que, a doação de fato era destinada a entidade em questão, sob a tutela do Programa “Escolha o Destino”.

Veja como votaram os vereadores:

Contra a condenação:
Claudinho Abreu (PMDB)
Fabiano Medeiros (PDT)
Ivana de Paula (PSD)
Mano Martins (PMDB)
Marco Longaray (PT)
Mazinho (PSDB)
Mozart Pielechowski dos Santos (PSDB)
Nica Puschnerat (PDT)
Vinícios Araújo (PMDB)

A favor da condenação:
Ilson Meireles (PP)
Luciano Delfini (PSDB)
Marcelinho Gouvea (PSB)
Paulinho Bicicletas (PRB)
Claiton Silva (PDT)
Ronaldinho Renocar (PP)

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