Produtores rurais protestam no centro de Tapes

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Tratores tomaram o centro da cidade de Tapes, na manhã desta quarta-feira, 23 de maio, em um protesto organizado pelo movimento “Te Mexe Arrozeiro” no sentido de alertar as instituições financeiras e o setor político do país quanto os altos custos de produção e para o aumento do endividamento do setor.
De acordo com Pedro Paulo Jenisch Barbosa, produtor de arroz e integrante do movimento, a concentração também visa estimular os arrozeiros a entregarem aos bancos as cartas de notificação de incapacidade de pagamento das dívidas, documentos que deve reforçar a aprovação da repactuação dos créditos e que estão asseguradas pelo manual de crédito rural.
A ação dos arrozeiros, em Tapes, segue determinação da assembleia promovida no município de Restinga Seca, no final de janeiro deste ano, quando cerca de 2 mil arrozeiros gaúchos e catarinenses estiveram reunidos para discutir a crise do setor.
“O produtor fica receoso e constrangido de entregar este documento ao banco, por isso nos mobilizamos em grupo para dar apoio a todos. Vamos para 15 anos de prejuízos. Nesta safra estamos vendendo arroz abaixo do preço mínimo e longe de cobrir os custos” declarou Barbosa.
A manifestação também serve de embasamento para as discussões do endividamento do setor em Brasília que seguem capitaneadas pelo coordenador da Comissão Externa do Endividamento Agrícola, deputado Jerônimo Goergen (PP). A solicitação dos produtores é que as dívidas sejam repactuadas para pagamento em 25 anos com juros de nomáximo 4% ao ano.

Produtores rurais devem se unir aos caminhoneiros
As reclamações dos produtores rurais de Tapes se assemelham a dos caminhoneiros que se mobilizam pelas rodovias do país. O custo de produção é o calcanhar de aquiles dos arrozeiros, que se eleva principalmente pelo alto preço do diesel, já que todo o processo na lavoura, incluindo preparo do solo, plantio, manejo, colheita e transporte é feito com máqinas que dependem do combustível.
A possibilidade dos tratores deixarem o centro de Tapes para se concentrarem no trevo de acesso à cidade, junto a BR-116, será debatida em assembleia ao longo da manifestação.
“Somos solidários aos caminhoneiros e estamos na mesma luta. Provavelmente nos uniremos em protestos na BR-116, pois a situação está insustetável e é preciso que haja mudanças”, destacou Barbosa.

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