Psicóloga Cristina Zenker fala sobre o Setembro Amarelo

Cerro Grande do Sul – Nos últimos quatro anos o número de mortes por suicídios no Brasil aumentou em 12%, número que acendeu uma luz amarela na Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem empenhado esforço para combater esse quadro. De acordo com números oficiais diariamente 32 brasileiros tiram a própria vida. A meta é que até 2020 haja uma redução de 10% dos casos no país.

Estudos mostram que são diversos os fatores que contribuem para o aumento dos casos de suicídio com características distintas para cada grupo incluindo mulheres, homens, crianças e jovens.

O fator positivo é que, segundo a OMS, em cada 10 casos 09 poderiam ser prevenidos, mas para isso se faz necessário o tratamento das causas e o conhecimento sobre o assunto para que se busque a ajuda correta.

Neste sentido é promovido no Brasil, desde 2015, a campanha Setembro Amarelo que visa a prevenção por meio de informações.
Para saber mais sobre o assunto o Regional entrevistou a psicóloga
Cristina Wölfle Zenker.

Regional: O que é o setembro amarelo?

Cristina: Setembro Amarelo é uma campanha que busca a conscientização da problemática do suicídio e prevenção deste.

Regional: De um modo geral o que leva a pessoa a querer tirar a própria vida?

Cristina: De um modo geral buscam parar de sofrer, não suportam mais sentir dor, sofrimento e pensam não existir outra saída.

Regional: É possível detectar a pessoa que tem tendência suicída? Como?

Cristina: Possível é, mas é difícil para as pessoas detectar e se conscientizar que no seu núcleo familiar possa ter alguém com este pensamento. Muitas vezes as pessoas de convívio percebem, mas não acreditam ou não levam adiante, não comentam o que perceberam. Por isso que “falar é o melhor remédio”, falar, se expressar, buscar auxílio e ajuda quando percebem que algo não esta bem. Como? Geralmente começam a ficar mais caladas, com pensamento distante, isoladas (procuram não interagir, não querer sair mais de casa…) ou se desestruturam emocionalmente perante uma situação frustrante e inesperada (prejuízo ou conta financeira, perder alguém que amava…), também é bem comum aparecer alterações no sono, o humor irritável, deixar de fazer algo que gostava muito sem ter outros motivos para isto e um pessimismo perante as situações do dia a dia que acaba faltando sentido para continuar vivendo.

Regional: Sabe-se que a depressão e o suicídio tem uma forte ligação, mas toda pessoa que sofre de depressão é um pretenso suicída?

Cristina: Não da para afirmar que não. A pessoa que tem realmente depressão e não trata ou se faz acompanhamento não segue as indicações o quadro depressivo tende a ficar crônico . Mas o suicídio não está somente ligado a depressão, está relacionado a diversos transtornos psiquiátricos, ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas que por vezes acabam sendo um gatilho para a ideação suicida.

Confira reportagem com a entrevista completa na edição impressa desta semana.

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