Risco de acidentes com taturanas aumenta no verão

Tão belas quanto perigosas elas podem causar queimaduras e até levar a morte

O verão nos proporciona muitas coisas boas, como os dias na praia, na piscina, passeios em parques e campings, mas também traz consigo alguns perigos que exigem cuidados, principalmente por estarmos mais expostos e em maior contato com a natureza.

O clima quente e úmido da estação, principalmente na região sul do Brasil, é propício para a proliferação de taturanas de diversas espécies, incluindo as que possuem cerdas urticantes que podem causar queimaduras e outras complicações de saúde.

De modo geral as taturanas são de diversas cores e algumas chamam a atenção pela beleza dos contrastes coloridos e desenhos pelo corpo, além das cerdas chamativas, o que as tornam ainda mais perigosas por atraírem a atenção de crianças e animais.

“Quando ocorrer o contato com a taturana que gerar a queimadura é preciso lavar o local de preferência com água fria ou gelada e sabão e procurar imediatamente atendimento médico”, alerta o médico clínico geral, Jorge Crespo, que atende na Unidade Básica de Saúde, em Cerro Grande do Sul

Ele explica ainda que o contato com a grande maioria das taturanas provoca dor e queimação, com inchaço e vermelhidão no local atingido. Porém a espécie Lonomia oblíqua pode gerar complicações bem mais severas à pessoa atingida, incluindo hemorragias, com sangramento das gengivas ou ainda insuficiência renal aguda, e em casos mais graves pode provocar até mesmo a morte da vítima de seus “espinhos” venenosos.

Atualmente, o tratamento disponível para reverter os efeitos do envenenamento é a utilização do soro antilonômico produzido pelo Instituto Butantan.

O perigo com algumas espécies, incluindo a Lonomia, é ainda maior porque elas se reúnem em colônias e as pessoas podem se acidentar tocando em várias lagartas ao mesmo tempo, quando a liberação da toxina é maior.

Colônia de Lonomia

Os desmatamentos, sobretudo de cedros e aroeiras, habitat natural das mariposas (taturanas na fase adulta) fez com que elas migrassem para árvores frutíferas, mais baixas, para desovar e gerar suas colônias. Isso consequentemente aumentou o risco de acidentes na medida em que elas se alojam em pomares de quintais. Por isso todo cuidado é pouco ao subir em árvores, se agarrar aos galhos ou folhas, sem olhar antes onde estamos colocando a mão.

Mariposa da Lonomia (fase adulta)

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios