Rosseto, Jairo Jorge e Eduardo Leite garantem o fortalecimento dos Coredes e Comudes

Candidatos participaram de seminário na quarta-feira (22), no teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS.
O seminário “O Futuro do Rio Grande do Sul: do município à região e ao Governo do Estado”, promovido pelo Fórum dos Coredes RS contou com a presença dos candidatos ao Governo do Estado, Miguel Rosseto (PT), Jairo Jorge (PDT) e Eduardo Leite (PSDB), que participaram de um painel, mediado pela presidente do Fórum, Munira Awad, em que explanaram suas percepções sobre o desenvolvimento regional, a importância dos Coredes e Comudes, do planejamento estratégico como ações de governo e suas formas de implantação. Cada candidato teve até cinco minutos para abordar cada tema, por ordem de sorteio.

Miguel Rosseto destacou inicialmente que conhece pessoalmente a luta dos Coredes, desde 1999, pela experiência de atuação no Orçamento Participativo, no debate direto com as pessoas.
“A minha ideia de desenvolvimento é uma construção de estatuto de direitos fundamentais, a garantia de direito e oportunidades e de qualidade de vida pra todos da sociedade. Só existe igualdade quando o acesso a direitos fundamentais são garantidos a todos. Desenvolver é caminhar juntos. O desenvolvimento se contrapõem a uma ideia de desigualdade, de diferenças e discriminações” afirmou.
O candidato considerou fundamental a atuação do Estado na promoção integral dos serviços públicos essenciais como saúde, educação e segurança, mas garante que o desenvolvimento regional deve ser construído a partir de experiências locais com o fortalecimento da democracia.
“Não acredito em desenvolvimento fora da democracia. Precisamos avançar na democracia direta e estimularmos a organização da sociedade, processo em que os Coredes e Comudes são fundamentais por suas expressões históricas de luta pelas regiões, com o profundo respeito das suas realidades”, concluiu.
Planejamento estratégico: Rosseto garantiu que 100% do orçamento será objeto de debate popular e que o planejamento estratégico será incorporados ao plano de governo sendo a base para a disputa de recursos.
“Teremos que reconstruir uma agenda de crescimento. Requalificar a escola pública onde estão 90% dos estudantes do estado. Estado não manda em municípios. Não pode haver hierarquia, mas cooperação com diálogo e respeito pelas demandas, com autonomia federativa. Não existe espaço de cooperação e desenvolvimento regional com estado mínimo, com ajuste fiscal que destrói o serviço público e produz o desemprego”, disse.

Jairo Jorge disse que um projeto de desenvolvimento deve considerar as dimensões econômica, social, cultural, educacional, de segurança, ambiental e ser sustentável.
“Queremos construir prosperidade, mas não de forma concentrada e sim que atinja a todos de maneira igual, contudo preservando a diversidade regional nas tomadas de decisões”, pontuou.
Relatou experiência da sua pré-campanha eleitoral, quando visitou todos os municípios do Estado e plantou uma árvore em cada cidade por onde passou, como símbolo de atenção e de desenvolvimento.
“Nesta peregrinação pudemos ouvir as pessoas de todas as regiões e das mais diversas classes sociais e profissões, quando identificamos as angústias e os sonhos destas pessoas de que o Rio Grande do Sul volte a crescer e recupere a excelência”, contou.
Afirmou que é preciso combater as assimetrias regionais com um enfrentamento das dificuldades que gere o equilíbrio, ao contrário do que vem ocorrendo em que regiões fortes se tornam mais fortes e as mais fracas seguem com dificuldades.
“Essa política dos Coredes foi abandonada pelos Governos do Estado ao longo dos anos. Vamos retomar essa política de desenvolvimento, com unicidade regional”, garantiu.
Planejamento estratégico: O candidato do PDT revelou que em suas andanças pelo estado recebeu os planos estratégicos de cada Corede e declarou que eles serão a base do seu plano de governo de 2019 a 2022, com a valorização do trabalho promovido pelos conselhos e que deverão nortear as ações efetivas da administração estadual.
“Vamos criar um sistema para todos participarem de forma que o governo vá até os Coredes para discutir prioridades com conselheiros, prefeitos, vereadores. Para tanto vamos propor a implantação de escritórios regionais, com um secretário de governo e que e terá âncora no Corede, com a centralização dos serviços. Todos os recursos deverão ser discutidos nos Coredes. Temos que sair da caixa, com soluções inovadoras, mas também fazer isso a partir de experiências, como a de nossa gestão em Canoas”, comparou.

Eduardo Leite pautou sua fala na experiência de sua gestão municipal em Pelotas, destacando que a cidade decidiu nas urnas continuar com o projeto de governo ao eleger sua vice-prefeita no último pleito municipal.
“Pelotas é a quinta maior cidade do Estado, mas é a nona economia estadual, sendo assim a carência é maior que a capacidade financeira de realizar, pois falta dinheiro pra atender as demandas, portanto sei o que é governar na dificuldade e isso só é possível compartilhando soluções com a comunidade” afirmou.
Seguiu com o exemplo da implantação do projeto Rede Bem Cuidar, viabilizado a partir de parcerias que envolveu usuários, servidores e gestores públicos nos processos de cocriação das melhorias a serem implantadas na unidade de saúde.
“A partir de um governo com as pessoas e não somente para as pessoas é possível criar soluções. Olho com essa mesma confiança para o Estado, onde podemos utilizar esse instrumento que são os Coredes e Comudes para a identificação das demandas prioritárias, visto que não é possível atender a todas, devido as dificuldades financeiras, por isso mais importante ainda essa visão local nas tomadas de decisões para o chancelamento do governo”, considerou.
Planejamento estratégico: Eduardo Leite definiu os Coredes como um banco de projetos com a identificação correta das matizes produtivas e de desenvolvimento, e que é preciso fazer um desdobramento destes em linhas de ações, estruturando dentro do governo de acordo com suas responsabilidades a partir da divisão de coordenação às secretarias competentes.
“Temos que organizar a gestão de forma a estabelecer prazos, metas e a captação de recursos. Vamos garantir uma política estruturada de desenvolvimento, além dos quatro anos do meu governo”, garantiu.

A organização do fórum e as participações
A mediadora do painel com os candidatos explicou que todos receberam o convite para o seminário por meio de suas assessorias e coordenação de campanha, ainda no dia 07 de julho, com prazo para confirmação de participação até o dia 27 do mesmo mês. Num primeiro momento cinco haviam confirmado presença, mas ao longo do período houveram duas desistências: Mateus Bandeira (NOVO) e Roberto Robaina (PSOL). Os candidatos José Ivo Sartori (MDB) e Júlio Flores (PSTU) não confirmaram.
“Reunimos aqui representantes dos 28 Coredes, prefeitos e vereadores das mais diferentes matizes partidárias, presidentes dos Comudes, associações e entidades de classe para os quais estamos promovendo esse evento no sentido de potencializar o que nos é muito caro: entendermos para onde queremos ir com o nosso Rio Grande do Sul e o que significa desenvolvimento”, pontuou Munira.

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