Roteiro Farroupilha em Camaquã: Importante Fonte Historiográfica para a região centro-sul

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Na noite de 04 de outubro, na Sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na cidade de Camaquã, no Rio Grande do Sul, foi o realizado o lançamento da obra “Roteiro Farroupilha em Camaquã”, produzido sob coordenação do Historiador João Máximo Lopes, cidadão bageense, nascido no ano de 1928, comemorando nos próximos dias, 90 anos de idade.

Sua paixão pela história de Camaquã e sua tenaz observação sobre os fatos sociais do passado, e da necessidade do registro destes momentos para a posteridade, lhe abriu caminhos para a fundação do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã (NPHC) em 5 de junho de 2001, onde reuniu diversos outros pensadores, historiadores, genealogistas e todos aqueles que “amam e geram fontes” para a historiografia.

Muitos deles são colaboradores nesta obra, entre eles o jornalista Catulo Fernandes, cidadão de grande conhecimento e bagagem cultural, uma referência na cidade e região.

Segundo o historiador João Máximo Lopes, em sua fala no lançamento desta obra produzida pelo NPHC, enfatizou que o Roteiro Farroupilha em Camaquã, foi criado com a pretensão de resgatar a história local, desenvolvendo as potencialidades turísticas da região, almejando o crescimento cultural, econômico e social, e o despertar do cidadão para o zelo ambiental.

Este livro, compilado por João Máximo Lopes nos últimos 15 anos, na verdade é uma fonte enorme de informações para aqueles que realizam pesquisas na região centro-sul, rica em um patrimônio histórico e cultural de mais de 200 anos em documentos, prédios e eventos que construíram nossa sociedade, nossos costumes, crenças, na luta por um desenvolvimento que tarda à chegar, e que urge seja entendida pelos gestores públicos, de que somente conhecendo nosso passado, poderemos pensar o presente e planejar o futuro.

Diversas iniciativas estão sendo atreladas naturalmente ao trabalho desenvolvido pelo NPHC, onde surgem projetos que podem ampliar o conhecimento e o gosto pela história, em um viés focado na conservação ambiental, mas sobretudo, visando a criação de atividades e iniciativas para uma geração de pessoas com um olhar diferenciado em relação aos patrimônios existentes, e que ainda carecem de maior atenção dos órgãos públicos e da própria sociedade.

Esta obra com mais de 300 páginas, para a historiografia de Camaquã e da região onde ela está localizada, se torna uma referência enorme para estudantes do ensino médio e superior, que pretendam trabalhar com os fatos sociais que produziram “a nossa história, de nossas famílias” e dos pioneiros que aqui chegaram no início do século 19.

João Máximo Lopes é autor através do NPHC, de diversas outras obras, próprias e em parcerias com outros autores de relevância no meio cultural do Rio Grande do Sul.

Por Júlio Wandam  (Educador Ambiental – Acadêmico de História)

 

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