Tradicionalistas enfrentam chuva na condução da Chama Crioula

É lógico que a chuva apaga o fogo. Porém não a centelha da Chama Crioula que resiste as intempéries do tempo e mesmo conduzida abaixo d’água segue crepitante pelas estradas do Rio Grande rumo a galpões dos CTGs onde as tradições gaúchas serão cultivadas nesta Semana Farroupilha 2019.

E é assim com muita chuva no lombo que um grupo de cavalarianos de Camaquã, do Piquete Chama Crioula, tem percorrido alguns dos últimos quilômetros que os separam do destino, numa jornada que já dura 22 dias sobre o lombo dos cavalos desde que deixaram a cidade de Tenente Portela, no norte do estado, conduzindo a centelha do Fogo Simbólico.

Na manhã desta quarta-feira o grupo passou pelo município de Cerro Grande do Sul e ao meio dia almoçaram no CTG Sentinela da Fortaleza, numa acolhida feita pela patronagem da entidade gaúcha que preparou uma bóia reforçada para recepcionar os visitantes e proporcionar-lhes um pouco de conforto antes de seguirem viagem, pra pernoitar na propriedade de Silvio Farias, na localidade de Barro Preto, já na divisa entre os municípios de Cerro Grande do Sul e Camaquã.

A chegada a sede do CTG Camaquã está prevista para às 17 horas desta sexta-feira, 13 de setembro, quando ao todo os cavalarianos terão percorrido 583 quilômetros e completado 25 dias de andanças. Após a chegada deverá ocorrer a solenidade de entrega da centelha ao prefeito municipal, Ivo Ferreira de Lima que fará a abertura oficial dos Festejos Farroupilhas 2019 na cidade.

Para o coordenador da 16ª Região Tradicionalista MTG/RS, Flávio Menezes, o sentimento é de orgulho por cumprir mais um ano a tarefa de impulsionar o tradicionalismo gaúcho na região, ele que desde 2002 está nesta lida.

“É muito gratificante contribuir com a nossa cultura gaúcha. Esse sentimento a gente carrega no sangue e esperamos poder deixar este exemplo para que os mais novos possam continuar trilhando esse caminho”, considerou.

O grupo é formado por sete gaúchos à cavalo e um condutor de uma charrete que leva a centelha da chama, além de dois veículos de apoio com mais três integrantes, incluindo cozinheiro e ferreiro. São representantes de CTGs e entidades gaúchas de Camaquã que por seu feito representam a força do povo gaúcho e o valor da cultura do estado.

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