Viticultores baronenses preparam colheita da uva

Barão do Triunfo – Segundo dados da Emater/RS-Ascar de Barão do Triunfo, o município tem aproximadamente 30 produtores de uva em uma área de 15 hectares, a produtividade média é de 18ton/ha, que por safra alcança a quantia de 270 toneladas de produção. As principais cultivares tintas implantadas são: Isabel, Bordô, Concord, pertencentes à espécie Vitis labrusca, estas possuem grande aptidão para a elaboração de suco, mas são bastante utilizadas para a produção de vinhos de mesa. Em relação às principais uvas comuns brancas destacam-se as cultivares Niágara Branca e Niágara Rosada, ambas V. labrusca.

Para um melhor desenvolvimento desta atividade o escritório municipal da Emater diz que auxilia os produtores desde a elaboração do projeto para a implantação do vinhedo, os tratos culturais necessários, manejo sanitário visto que este acarreta perdas significativas na produção, atuando também sobre a orientação quanto ao beneficiamento e comercialização da produção in natura.

Edgar Machado da Silva Extensionista Rural destaca que o município tem uma perspectiva de crescimento da área cultivada, porém atualmente a maior parte da produção é processada para elaboração de vinhos, seguindo da fabricação de sucos e venda in natura em menor quantidade.

“A produção de uva aqui assim como toda a fruticultura existente se demonstra muito estratégica em termos de composição de renda familiar, pode ser consorciada, de acordo com o sistema de produção adotado, com a ovinocultura, por exemplo, e com outras produções agrícolas que não concorrem se tratando de época de colheita com a safra da uva na unidade de produção agrícola” observou Edgar.

O Extensionista ainda salienta que a Emater se mantém a disposição do agricultor para auxilia-lo na gestão das atividades agrícolas e pecuárias na perspectiva de contribuir para a diversificação de culturas, crescimento da receita familiar e melhoria da qualidade de vida das famílias.

Mantendo a tradição

Seguindo os costumes da família que desde os tempos mais antigos trabalhavam com a viticultura o agricultor aposentado Belmir Bielavski da localidade de Capitão Garcia (interior), seguiu a tradição e há cerca de seis décadas trabalha nesta atividade, porém diminuiu a quantidade plantada. Sua área atualmente equivale a 1 hectare onde tem realizado todos os cuidados de manutenção da estrutura, pois o sistema que Belmir utiliza considera ser antigo e para se adaptar aos mais modernos sistemas teria que fazer sua plantação de videiras em outro local.

Por ter herdado o aprendizado de seu pai (in memoriam), nesta atividade o produtor comercializa sua produção em casa onde vende um pouco in natura e o restante utiliza para fazer vinho e nesta safra sua estimativa é superar mil litros.

Por ter uma idade já avançada Belmir não pretende aumentar mais a área plantada, quer apenas conservar e manter enquanto puder suas videiras, o mesmo não considera esta cultura uma boa fonte de renda devido ao preço nas cooperativas ficarem muito abaixo “esta atividade não é um bom negócio, cheguei a me informar pra vender a uva mesmo em uma cooperativa e o valor ofertado é muito pouco, não valendo a pena” comentou.

Investindo na vinicultura

Procurando uma diversificação em sua propriedade o agricultor Fábio de Almeida Págini morador da localidade de (Linha Francisca), tem investido com maior ênfase na produção de uva gerando assim mais produto para sua vinícola, além desta atividade Fábio cultiva fumo, milho e derivados.
Sua área plantada é de 1/5hectare das cultivares Niágara Branca, Niágara Rosada, Bordô, Concord. Nesta safra sua produção ficará bem abaixo do esperado devido a uma doença que atingiu as videiras.

Produção de vinho

O vinicultor trabalha fazendo vinho a cerca de 10 anos e este tem se tornado seu foco principal onde tem realizado desde o ano de 2008, investimento em equipamentos. O prédio da sua vinícola esta ainda em construção faltando alguns detalhes para conclusão da obra. Além de fazer vinho da sua produção própria, Fábio tem parceria com uma viticultora onde ela fornece a uva para fabricação de vinho.

O produtor também leva sua produção para comercializar no PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), programa em que produtores do município através da Emater fornecem alimentos para o município de Canoas.

Por trabalhar a bastante tempo nesta atividade e ter um bom conhecimento Fábio não tem auxílio de um técnico particular, quando tem dúvidas o mesmo procura o escritório da Emater do município para receber orientações. O vinho produzido é comercializado em sua casa.

“Eu gosto de fazer vinho é natural, dá um retorno bom e pretendo continuar investindo na produção de uva e vinho” concluiu.

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