Em uma declaração à imprensa nesta quarta-feira, 15 de maio, o presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, classificou como “idiotas úteis” e “massa de manobra” os manifestantes que fazem protestos contra os cortes na educação. O presidente politizou os movimentos e disse que a maioria dos integrantes do protestos são “militantes”.

“Se você perguntar a fórmula da água, não sabem, não sabem nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”, bradou rodeado de apoiadores, em Dallas, cidade americana.

Por todo o país estão ocorrendo atos contra os cortes incluindo o cancelamento das aulas em algumas universidades e escolas.

Apesar das manifestações de Bolsonaro evidenciarem cada vez mais o perfil ideológico da decisão do governo em penalizar a educação, assim como declarou o ministro Abraham Weintraub, ao se referir aos campus como “balbúrdia”, o presidente transferiu a culpa dos cortes para os governos anteriores e disse que a medida é “natural”.

“Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e se não tiver esse contingenciamento eu simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Mas eu gostaria que nada fosse contingenciado, em especial na educação”, afirmou o presidente.