Di Maria definiu o placar com gol ainda no primeiro tempo da decisão da Copa América
A Argentina derrotou o Brasil por 1 a 0, hoje (10), no Maracanã, e foi campeã da Copa América. O gol foi marcado por Ángel Di Maria aos 21 minutos do primeiro tempo, em falha de Renan Lodi. Foi o primeiro título relevante do astro Lionel Messi pela equipe principal de seu país, um feito perseguido há muito tempo, e encerrou um jejum dos argentinos de 28 anos sem taças.
Se os anfitriões esbarraram na marcação, o mesmo não aconteceu com os visitantes. Aos 21, em belo lançamento às costas de Renan Lodi, De Paul acionou Di María, que partiu em disparada e, com categoria, tocou por cima de Ederson: 1 a 0.
Mesmo em vantagem, os argentinos seguiram a todo vapor, mostrando que a eliminação na semifinal de 2019 estava engasgada. Messi teve a chance de ampliar ao carregar a bola pelo meio e arriscar da entrada da área, em chute para fora. O ímpeto ofensivo, porém, sofreu um pequeno baque quando Di María tombou no gramado sentindo dores no tornozelo.
O Brasil ainda esboçou uma pequena reação antes do intervalo, quando Everton e Richarlison inverteram seus posicionamentos. Desta forma, o ex-gremista passou a atuar pela esquerda e, ali, tentou um arremate a gol. O chute, contudo, foi amortecido no adversário e parou tranquilamente nas mãos de Martínez.
A seleção brasileira não sofria uma derrota desde novembro de 2019, quando perdeu justamente para os argentinos em um amistoso na Arábia Saudita – foram 603 dias e 13 dias de espera. Em jogos oficiais, os números são ainda maiores e remontam para julho do ano anterior, na fatídica Copa do Mundo, contra a Bélgica. Outro dado que reforça o tamanho da vitória dos argentinos é que o Brasil não perdia em casa desde 2014.
O próximo compromisso das seleções sul-americanas será na semana do dia 2 de setembro, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar. Será uma rodada tripla, e provavelmente Brasil e Argentina se enfrentarão outra vez.

Neymar foi o jogador mais criativo da seleção brasileira no Maracanã. Foto: Mauro Pimentel / AFP

Escalado mais uma vez como falso 9, mas com liberdade para flutuar dos dois lados e buscar a bola no meio-campo, Neymar foi o jogador mais criativo da seleção brasileira no Maracanã. Empilhou dribles e movimentações que deram vantagem ao ataque, mas o desempenho irregular dos companheiros do setor atrapalhou. Encerra a Copa América como o maior nome do Brasil, mas não o suficiente para ser campeão.