Casa da Cultura de Cerro Grande do Sul está aberta para visitações

Em prédio histórico na praça central, a casa abriga um museu com centenas de peças e fotos antigas

Anteriormente localizada em um espaço alugado na Avenida Theodoro Zenker, a Casa da Cultura de Cerro Grande do Sul encontra-se atualmente junto à praça Ademar Amazonas Coutinho de Oliveira, na esquina da Avenida Coronel Arthur Emílio Jenisch com a Rua Afonso Curtinaz Pacheco Filho, no centro da cidade.

“Quando eu soube que a Brigada Militar não ficaria [no prédio localizado] na praça, eu pensei: é agora ou nunca que nós vamos ir para a casa que sempre deveríamos ter ocupado”, disse a coordenadora da Casa de Cultura, professora Maria do Carmo Trescastro, ao comentar a respeito da mudança de endereço. O imóvel pertence ao Município.

O imóvel que hoje sedia a Casa da Cultura pertence ao Município e foi berço da história da comunidade. A pequena instalação já serviu como subprefeitura quando ainda pertencia a Tapes, acolheu a Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), os Correios e a Brigada Militar. No endereço, também esteve a residência do Coronel Arthur Emílio Jenisch, que foi um dos primeiros moradores da cidade e responsável pelo desenvolvimento local.

Resgate da história

Ao ser questionada pela equipe do Portal ClicR sobre qual o maior objetivo da casa, Maria do Carmo afirmou que é o resgate da história do município e a disseminação da cultura local. “Quando eu vim para cá, o trabalho que me deram foi resgatar a história de Cerro Grande do Sul. É isso o que venho fazendo nesses oito anos aqui [à frente do projeto]”, disse a coordenadora.

Maria do Carmo conta ainda que a Casa da Cultura também costuma ser o espaço para onde as pessoas — que gostariam de saber mais sobre a história da cidade — levam suas dúvidas e busca respostas. Diz que geralmente são pessoas que querem conhecer a história de uma propriedade que herdaram, saber da vida de antepassados ou mesmo buscar auxílio para algum objetivo pessoal, como por exemplo informações para obter dupla cidadania, que já ocorreu certa vez.

“Há pouco tempo ainda uma pessoa lá de Minas Gerais queria obter dupla cidadania. Ela é da família Hellebrandt, e a referência dela era o que? A Casa de Cultura. [Ela perguntou] ‘Tem alguma coisa do meu avô? Que prove que o meu avô veio da Alemanha?’. Eu tinha a cópia do passaporte dele, o que deu embasamento para ela fazer isso”, contou Maria do Carmo.

Além de centenas de objetos antigos de uso comum dos moradores locais, a Casa da Cultura também guarda documentos e fotos de pessoas que viveram no município e fizeram parte da história local. Hoje, o espaço conta com, aproximadamente, mil peças catalogadas. Todos os objetos foram doados por famílias da comunidade.

Conselho, Plano e Fundo

Maria do Carmo relatou que, a partir das reuniões da Coordenadoria dos Direitos e da Cidadania (CODIC), percebeu que poderia buscar recursos para a organização por meio de projetos culturais. Conforme apontou a coordenadora, atualmente, a Casa da Cultura necessita de inscrição no Conselho, Plano e Fundo (CPF) da cultura.

No momento, a busca pelo CPF está sob responsabilidade da equipe jurídica municipal. Assim que obtê-lo, a casa poderá avançar em projetos para captar recursos do Governo Federal.

 

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