Um caso de mormo foi confirmado há alguns dias em um cavalo de uma propriedade rural de Tapes, na localidade de Camélia.

Segundo informou a Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) do município a ocorrência foi registrada no dia 26 de junho, após o animal ter sido submetido ao exame de sanidade exigido para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

De acordo com os protocolos legais a IDA foi informada do resultado positivo pelo laboratório que realizou o exame, quando imediatamente os técnicos do órgão entraram em contato com o dono da propriedade para tomar as medidas sanitárias necessárias a fim de evitar a proliferação da doença.

O animal precisou ser sacrificado, uma vez que o mormo não tem cura e todos os demais animais da propriedade foram submetidos a exames de sanidade. O local também foi interditado para entrada e saída de animais e só deverá ser liberado após dois exames seguidos comprovarem que não existem mais animais infectados.

O mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada por bactérias que acomete principalmente os equídeos e pode ser transmitida para humanos através das secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados.

O técnico agrícola da IDA, Guilherme Dumer alerta que não existe vacinas ou tratamentos para o mormo e reforça para que os criadores fiquem atentos e não deixem de cumprir os protocolos de segurança sanitária, sobretudo a realização dos exames periódicos, além de evitar a exposição dos animais em eventos que não tenham o controle de segurança ideal. Reitera que qualquer suspeita de doenças nos animais deve ser informada aos órgãos de defesa sanitária o mais breve possível para que as providências possam ser tomadas com agilidade evitando prejuízos maiores.

Colaboração: Rádio Mocó – Edição: Portal ClicR