Casos de raiva bovina registrados em Barão do Triunfo reascendem alerta na região

Morcego capturado em Barão do Triunfo estava contaminado com a doença

Sete anos após o município ter registrado o último caso de raiva bovina, quando mais de 150 casos foram registrados, criadores de bovinos baronenses voltaram a ficar em alerta nestes últimos dias. Neste ano, ao menos 5 casos de raiva bovina no município já foram confirmados pela Secretaria da Agricultura do RS.
O primeiro caso ocorreu na localidade de Serra do Herval ainda no início do mês de julho. Um agricultor procurou a Secretaria da Agricultura que foi até a propriedade e recolheu o material que confirmou através de exames que o bovino havia contraído raiva. Já o segundo caso aconteceu na localidade de Zona dos Pachecos, quando da mesma forma o agricultor dono do bovino avisou a Secretaria da Agricultura.

Mais três casos confirmados
Após cerca de 15 dias da confirmação do primeiro caso de raiva no município, na segunda-feira (15), a Secretaria de Agricultura confirmou mais 3 casos nas mesmas localidades onde ocorreram os primeiros registros da doença. O morcego hematófago como é chamado, foi capturado por um dos agricultores que teve um dos animais atingidos, porém a Secretaria da Agricultura alerta para que se evite o contato com o morcego e com o animal suspeito de estar infectado.
O responsável pelo Escritório de Defesa Agropecuária do Município, Paulo Storck, disse que o produtor deve estar atento para identificar um animal doente e que de maneira nenhuma deve manipulá-lo e sim acionar um veterinário ou a secretaria da agricultura do seu município.
“O animal doente se afasta do rebanho. Para de se alimentar. Começa a andar cambaleante e depois não consegue mais se locomover. Tudo isso acontece geralmente em três a sete dias dependendo do período que o produtor encontra o animal. É importante o produtor saber que não é para manusear o animal. Ele deve procurar um veterinário e o órgão responsável do seu município. Eles irão identificar se o animal tem sintomatologia compatível com a raiva, coletar material para ver o diagnóstico e depois fazer os procedimentos subsequentes para o controle”, destacou Storck.

Vacina é a principal proteção
A única forma de proteção é a vacinação, que deve ser aplicada em duas doses na primeira vez (com intervalo de 21 dias);
Depois da primeira imunização, a vacina deve ser aplicada anualmente, em dose única;
A vacinação não é obrigatória, por isso, não é gratuita;
Usar luvas e utensílios esterilizados, para evitar a contaminação cruzada;
Além da vacina, é preciso monitorar possíveis mordidas nas extremidades do animal;
O controle deve ser reforçado com a identificação de refúgios, onde os morcegos hematófagos podem habitar – como cavernas, túneis, casas abandonadas, telhados e porões;

Riscos a humanos
Embora menor, o risco de contaminação de raiva bovina em humanos existe. Se uma pessoa tiver contato com um animal doente, precisa recorrer a atendimento médico, para avaliar a necessidade de aplicação de soro e de vacina antirrábica.

Atualmente são conhecidos 24 refúgios de morcegos na região (11 em Tapes, 5 em Sentinela e 8 Cerro Grande do Sul). Os refúgios são periodicamente monitorados, porém existem outros desconhecidos pelos técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPI). É importante ressaltar que apenas os profissionais da SEAPI são capacitados e habilitados para efetuar medidas de controle dos morcegos hematófagos. Neste sentido, quando os produtores localizam possíveis refúgios de morcegos devem comunicar a inspetoria.

No ano passado foram registrados casos de raiva bovina nos municípios de Camaquã, Arroio dos Tigre, Chuvisca, Encruzilhada do Sul, Gramado, Itati, Pantano Grande, Riozinho, São Borja, São Lourenço, Tapes e Três Forquilhas.

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