Os cerca de 40 milímetros de chuva que caiu na região entre a noite desta segunda-feira (11) e a madrugada de hoje (12) amenizou um pouco os efeitos da estiagem que vinha castigando a produção rural na Costa Doce.

O fumo que é um dos principais cultivos da época vinha sofrendo com a falta de chuva de modo que a maturação precoce impede que as folhas ganhem peso. A qualidade do produto também é afetada pela grande exposição ao sol forte e altas temperaturas, além de que o longo período de tempo seco favorece o surgimento de pulgas que atacam as folhas causando estragos.

O milho é outra planta de verão que sente intensamente os efeitos da seca. Esta cultura ganhou bastante espaço nas lavouras da região nos últimos anos e tem sido fundamental para a economia de diversas famílias. Além da comercialização o milho é amplamente utilizado nas propriedades para o trato dos animais, se tornando uma grande fonte de renda direta e indireta.

A soja também sente o impacto da falta de chuva e a produtividade da maioria das lavouras já está comprometida. A estimativa atual é de uma queda que pode variar de 10 a 20 sacas por hectare.

Embora fundamental o volume de chuva ainda é pouco para estancar de vez o problema da estiagem na região e recuperar perdas, visto que o solo estava bastante seco. A boa notícia é que a chuva deve voltar nos próximos dias e os prognósticos indicam que a segunda metade de janeiro deve ser mais chuvosa.