Colecionador cultiva mais de trezentas variedades de cactos

Chuvisca – Já ouvimos falar em vários tipos de colecionadores, hobby curiosos de distração e passa tempo, nessa matéria vamos falar de uma coleção um tanto diferente, trata-se de um colecionador de Cactos. No início do mês o jornal Regional esteve conversando com Leotildes Antonio Costa e Silva, conhecido como Leoti, morador da estrada San Brás no município de Chuvisca. Já na chegada de sua casa uma placa grande que diz “Recanto dos Kaktus” já deixa alguns visitantes curiosos, isso porque ali Leotildes cultiva em seu viveiro mais de 398 variedades de cactos e aproximadamente 250 de suculentas, e mais 30 mil mudas.

Leotildes tem como profissão pedreiro, prestando serviço em toda região, e explicou que o gosto por plantas sempre teve desde jovem, e que depois de um certo tempo com problemas de saúde até para se evitar uma depressão começou a cultivar Cactos, gosto este que vem crescendo e sendo admirado por amigos e visitantes.

Em conversa com o colecionador que há 20 anos coleciona cactos, admite nunca ter imaginado que seu hobby pudesse chegar a esse grande ponto, pois hoje recebe inúmeras visitas de estudantes que realizam pesquisas, clubes de mães e pessoas de toda região e do Estado, que buscam um conhecimento e até mesmo curiosidades sobre estes vegetais.
Perguntado se ele comercializa peças de sua coleção, Leotildes foi rápido ao afirmar que somente o que excede, deixa cinco mudas de uma determinada variedade na sua coleção o restante comercializa.

Importante destacar que em sua coleção, tem variedades do mundo inteiro, como África, Chile, Bolívia, Peru, Venezuela dentre outros países.
Ao perguntarmos como faz para adquirir espécies raras de outros países, ele explica que na maioria das vezes busca negociar, ou até mesmo trocar com outros colecionadores cactos raros, as mais simples é adquirido em floriculturas, outra forma de adquirir determinada variedade é através de sementes no mercado livre.

Perguntarmos ao colecionador qual o Cactos mais difícil para adquirir e a resposta foi imediata, é a Lophophora, por ser um Cacto que não pode ser comercializado pois a planta contêm substâncias alucinógenas, podendo ser encontrado somente nas mãos de colecionador.
O cacto Lophophora é pequeno, verde-azulado, sem espinhos, em forma de balão, com pequenas quantidades de lã por cima e uma raiz espessa. Pode dar pequenas flores cor-de-rosa. Há uma série de variedades diferentes de cactos Peyote: Lophophora williamsii decipiens e Lophophora diffusa são os mais comuns.
Este cacto cresce muito lentamente e nas circunstâncias normais só floresce após dez anos. Raramente cresce mais de 15 cm. Podem ser encontrado no México e no sul do Texas.

Leotildes citou ainda mais alguns cactos raros e muito caros que se pode encontrar no comércio hoje, além de algumas variedades difícil de se conseguir.
O tempo que tem para se dedicar a sua coleção é após o meio dia, quando está por casa, ao final da tarde e aos finais de semana, sendo um hobby muito gratificante podendo passar parte de seu conhecimento aos alunos e pessoas que buscam informações sobre os cactos.

O colecionador deixa seu número de contato para quem tiver interesse em agendar uma visita e até mesmo fazer pesquisa e conhecer mais sobre as muitas variedades de Cactos que possui. Fone: 996-585-227.

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