Conselho da Petrobras autoriza reajuste do diesel

Aumento do combustível deve ser anunciado nesta sexta-feira (17)

Em reunião extraordinária realizada na última quinta-feira (16), o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o reajuste no valor cobrado das distribuidoras para a venda do óleo diesel. A petrolífera deve anunciar o aumento hoje (17).

A diretoria da companhia informou que a única maneira de evitar o aumento seria a concessão do subsídio para a empresa e importadores privados importarem o produto mais caro do exterior e vendê-lo com um valor mais baixo no território brasileiro. Contudo, o pedido não foi autorizado pelo governo.

Ainda, segundo o conselho, a decisão sobre o aumento foi influenciada pelos preços dos combustíveis, que estão abaixo do mercado internacional. A Petrobras segue a tabela de preços internacionais, dessa forma, havendo aumento do petróleo e seus derivados em outros países, é necessário que os valores também sejam reajustados no Brasil, justificou a empresa. A estatal também alegou que, se o reajuste não fosse autorizado neste momento, seria necessário que o Brasil importasse um produto mais caro, gerando risco de escassez do combustível e causando prejuízos para a empresa.

Atualmente, conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro de óleo diesel comum no país é R$ 6,87. Já o diesel do tipo S-10 custa cerca de R$ 7,01.

Insatisfação
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), informou que convocará uma reunião de líderes parlamentares na próxima segunda-feira (20) para debater sobre a política de preços da Petrobras. Por meio de sua conta no Twitter, Lira se referiu à companhia como “República Federativa da Petrobras”. “Um país independente e em declarado estado de guerra em relação ao Brasil e ao povo brasileiro, parece ter anunciado o bombardeio de um novo aumento nos combustíveis”, disse o deputado.

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Ciro Nogueira (PP), também protestou contra o aumento. “Basta! Chegou a hora. A Petrobras não é de seus diretores. É do Brasil”, comentou Nogueira, por meio das redes sociais.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) também discordou da decisão do conselho da petrolífera. Em sua conta oficial no Twitter, Bolsonaro disse que “o Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais”.

O presidente também relembrou o impacto da greve dos caminhoneiros que ocorreu em 2018 e as consequências para a economia e a população brasileira. “A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos. Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo”, comentou Bolsonaro.

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