Covid-19: Determinada a suspensão das missas e catequeses em paróquias da região

Medida foi determinada pela Arquidiocese de Porto Alegre

A Arquidiocese de Porto Alegre, por meio de seu arcebispo metropolitano, Dom Jaime Spengler, determina, por meio de Nota Oficial, a suspensão das missas públicas, do início da catequese e de novenas, tríduos e procissões programadas, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde.

“Vivemos uma pandemia que não foi querida por Deus, mas por Ele permitida; isso também nos chama à conversão para os valores eternos. É tempo de reconstruir a esperança, promover a solidariedade e incentivar a oração. É tempo de ousada criatividade para bem atender o rebanho”, diz trecho da Nota.

 

NOTA DA ARQUIDIOCESE DE PORTO ALEGRE 
SOBRE A PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS (COVID-19)

A vida é dom e compromisso! Neste momento difícil para todos, recordamos o ensinamento da Palavra: “cuidai do rebanho de Deus que está sob o vosso cuidado” (1Pd 5, 2). 

Diante da pandemia do coronavírus (COVID-19), a Arquidiocese de Porto Alegre, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, determina para todo o seu território (vicariatos/áreas, paróquias e comunidades):

I – Suspensão, por tempo indeterminado:

1. do início da catequese e de toda a programação do calendário 2020 da IVC (Iniciação à Vida Cristã);

2. da realização de eventos formativos, assistenciais e demais atividades programadas pelas diversas pastorais, comissões e movimentos eclesiais (grupos de oração, reuniões, cursos, palestras, retiros);

3. de promoções culturais e sociais (festas, cafés, chás, almoços, jantares, confraternizações);

4. das reuniões do clero.

II – Quanto à celebração da Santa Missa e dos demais Sacramentos:

1. ficam suspensas todas as celebrações eucarísticas ordinárias com fiéis, de 17 de março a 3 de abril. Entretanto, em todas as paróquias, celebrem os presbíteros, diariamente, a Santa Missa, de forma privada, em favor do Povo de Deus;

2. celebrações em locais como mosteiros, casas de consagrados, etc, sejam realizadas excepcionalmente somente onde for possível garantir as determinações das autoridades sanitárias e de saúde: menos de 100 pessoas, dois metros de distância entre elas, ambiente arejado e higienizado; neste caso, a Sagrada Eucaristia seja recebida exclusivamente na mão;

3. na impossibilidade de participação presencial, neste tempo de exceção, a Santa Missa, com a comunhão espiritual, pode ser acessada por meio da televisão, do rádio e da internet, cumprindo, assim, o preceito dominical;

4. não sejam realizadas celebrações penitenciais comunitárias, e mantenham-se as confissões individuais;

5. sejam celebrados somente Batismos de emergência;

6. sobre matrimônios já agendados, trate-se com os noivos a respeito da conveniência de sua celebração pública;

7. ficam suspensas, por tempo indeterminado, as novenas, tríduos e procissões programadas;

8. sobre as celebrações da Semana Santa e Páscoa serão, em tempo oportuno, emitidas orientações específicas.

9. sobre funerais e exéquias:

a) os ministros que se encontram no grupo de risco não os presidam;

b) em caso de exigência da parte de familiares da pessoa falecida, se observem as determinações gerais: dois metros de distância entre os presentes e participação mínima de pessoas no ato;

c) havendo a possibilidade, que se faça a celebração ao ar livre.

III – Exortamos:

1. que as igrejas permaneçam abertas, higienizadas e bem arejadas;

2. que os presbíteros ampliem os horários de atendimento no templo, respeitando a distância física recomendada;

3. que presbíteros e diáconos cuidem de, pessoalmente, levar aos idosos e doentes que solicitarem a Sagrada Comunhão Eucarística;

4. que se coloque em destaque no templo a imagem de Nossa Senhora, para especial veneração, e disponibilize-se aos fiéis uma oração de súplica em favor de toda a humanidade;

5. que se promova a Leitura Orante da Palavra e a oração do terço em família;

6. que se estimule a atenção e cuidados às necessidades de vizinhos e familiares em quarentena domiciliar.

Vivemos uma pandemia que não foi querida por Deus, mas por Ele permitida; isso também nos chama à conversão para os valores eternos. É tempo de reconstruir a esperança, promover a solidariedade e incentivar a oração. É tempo de ousada criatividade para bem atender o rebanho.

Por isso, rezemos pelas autoridades, profissionais da saúde, vítimas e todos os que mantêm o funcionamento da sociedade para superarmos a crise que atinge a todos indistintamente.

Dom Jaime Spengler
Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre

Porto Alegre, 16 de março de 2020.

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