Se aproxima o final do primeiro mês de 2019 e novo governo gaúcho, que pela primeira vez precisa encarar a tão temida folha de pagamento, ainda não tem garantias que vai conseguir pagar em dia os vencimentos de todos os professores, brigadianos e policiais civis do estado, enquanto isso a Assembleia Legislativa do RS deve desembolsar cerca de R$ 2,5 milhões em ajuda de custo aos 55 parlamentares, no chamado auxílio-mudança.

Tem direito ao benefício de R$ 25.322,25 cada deputado que está em início ou fim de mandato, ou seja, todos que estão estreando na casa, os que se reelegeram e os que não conseguiram a reeleição e vão voltar pra casa. Aos que conseguiram a reeleição o auxílio é concedido em dobro, portanto 24 parlamentares gaúchos vão engordar as contas bancárias com R$ 50.644,50.

Apesar de estar garantido pela legislação o benefício está provocando discussões no Palácio Farroupilha na medida em que quatro deputados decidiram abrir mão do recurso e o fato ganhou visibilidade.

Do lado de fora da Assembleia Legislativa poucas pessoas sabiam de mais este penduricalho concedido aos parlamentares, entre tantos outros benefícios que eles já recebem, incluindo verba de gabinete, verba parlamentar, auxílio pra combustível e outros.

Em Brasília

Em nível federal o auxílio também existe e o custo aos cofres públicos é infinitamente maior considerando todos os parlamentares da Câmara e do Senado.

Também em Brasília o auxílio-mudança está em debate e nesta quarta-feira (23) o juiz Alexandre Henry Alves, da Seção Judiciária de Ituiutaba (MG), determinou a suspensão do pagamento do benefício após uma ação popular protocolada por um vereador de uma cidade do interior do estado de MG.

Porém nesta quinta-feira (24) Câmara dos Deputados recorreu da decisão judiciária justificando que tem otimizado a utilização dos recursos públicos e que o auxílio-mudança é legal.