O Distrito Federal teve um dia agitado e que deve terminar com debates mais intensos ainda nesta terça-feira, 10 de agosto.

O desfile de blindados militares organizado pelo Ministério da Defesa com o apoio do presidente Jair Bolsonaro dividiu opiniões no Congresso Nacional e colocou lenha na fogueira das discussões entorno da proposta de emenda constitucional que institui o voto impresso nas eleições de 2022.

A situação só piorou depois que vazaram informações de assessores da presidência afirmando que o ato militar teria como principal propósito intimidar o Judiciário e o Legislativo com uma demonstração de força.

Todavia o tiro pode ter saído pela culatra haja vistas as manifestações de lideranças políticas do Centrão e até mesmo integrantes da base governista ao longo do dia que rechaçaram a atitude e se posicionaram sobre a votação afirmando ser necessário “proteger a democracia” e priorizar outros temas urgentes do país como a vacina contra a Covid-19, combate a inflação e ao desemprego.

Com a tendência de que a proposta defendida por Bolsonaro sofra uma derrota no plenário da Câmara alguns líderes do Governo e articuladores políticos, incluindo o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira declararam que temem pelas reações do Presidente que poderia comprometer a construção de apoio a outras propostas de interesse do Palácio do Planalto.