No Brasil o Dia do Colono e do Motorista é comemorado no dia 25 de julho, quando o país inteiro rende homenagens a estes que são essenciais ao desenvolvimento nacional.
Apesar das comemorações coincidirem na mesma data elas têm origens bem diferentes.

O motorista
O Dia do Motorista instituído oficialmente no país em 21 de outubro de de 1968, através do Decreto nº 63.461, é atribuído ao dia 25 de julho por ser a data dedicada a São Cristóvão, santo padroeiro dos motoristas.
São Cristóvão é conhecido como protetor de todos os viajantes e acredita-se que tenha vivido na Síria e e sofrido o martírio no século III.
O nome, “Cristóvão”, significa “aquele que carrega Cristo” ou “portador de Cristo”. Reza a lenda que Cristóvão era um gigante com mania de grandeza. Logo no princípio, acreditava que o maior rei do mundo era o rei ao qual ele servia. Então, veio a saber que o maior rei do mundo seria Satanás, passando a servi-lo. Por fim, acabou descobrindo que o maior rei do mundo era o Nosso Senhor.
Um ermitão mostrou que a bondade era a coisa mais agradável ao Senhor, convencendo Cristóvão, que trocou sua mania de grandeza pelo serviço aos semelhantes. Por ser dotado de grande força, passou a transportar pessoas através de um imenso rio. Certa vez, transportando um garoto em suas costas, este lhe revela: “Tiveste às costas mais que o mundo inteiro. Transportasse o Criador de todas as coisas. Sou Jesus, aquele a quem serves”.

Os colonos no sul do Brasil
A região sul do Brasil, até a chegada dos primeiros imigrantes, era habitada pelos povos nativos das tribos tupi-guaranis que mantinham a sua sobrevivência através da agricultura e da caça.

Imigrantes alemães em Nova Friburgo RS – Século XIX

O encontro das culturas dos nativos e dos imigrantes europeus (portugueses, espanhóis, italianos e alemães, etc) quase sempre foi conflituoso.
Em 1822, quando foi declarado independente, o Brasil não dispunha de um exército eficaz para a defesa de todo o território nacional, principalmente da região sul, na época, uma região subdesenvolvida e muito exposta às investidas das tropas espanholas.

Mapa da Província de São Pedro (Rio Grande do Sul) de 1836

O governo central brasileiro encontrou solução na imigração européia, para ocupar a terra e investiu na colonização para a região. Os colonos preenchiam as lacunas de segurança e serviam como exército de reserva na região sul, onde os espanhóis insistiam em reivindicar suas posses.

Mapa feito pelo imigrante alemão da Colônia de Blumenau, em 1870, – Emil Odebrecht Caminho das Tropas em Santa Catarina

O governo investiu em propaganda na Europa, para convencer as pessoas a virem com suas famílias para o sul do Brasil e ofereceu vantagens nem sempre cumpridas em sua plenitude. Entre estas vantagens estavam: passagens pagas, direito à cidadania, isenção de impostos e direito à posse de uma ou duas colônias de terra (24 a 48 ha).
Chegando à terra prometida, os imigrantes se deram conta que o discurso era somente propaganda e a luta, na qual estavam acostumados a travar pela sobrevivência no solo europeu, teria que continuar. A terra prometida era muito diferente daquela descrita nas propagandas. Eram regiões rudes, desprovidos da infra-estrutura mínima, como por exemplo, estradas e com donos – os nativos.

Imigrantes Alemães se instalando e São Leopoldo RS

Esta colonização teve seu marco inicial em 25 de julho de 1824, com a chegada de 39 imigrantes alemães no Porto de Tebas, na Real Feitoria da Linha Cânhamo, atual cidade de São Leopoldo, RS. Esta foi a data da chegada dos primeiros imigrantes alemães em solo brasileiro, de maneira organizada e em grupo. Desde então, é comemorada a data por seus descendentes, em toda a região sul e em outras regiões do Brasil.
Oficialmente o Dia do Colono foi instituído em 1968, com a criação da Lei Federal 5.496 em 5 de Setembro daquele ano.

Texto e fotos extraídos do site do Centro Cultural 25 de Julho, de Blumenau e do site PortoWeb