A Fetag/RS divulgou uma nota onde faz criticas ao Governo do RS em relação a não anistia da dívida das sementes de milho e sorgo no Programa Troca-Troca.

Conforme a entidade que representa os agricultores até agora o governo gaúcho só fez promessas e não deu respostas definitivas para esta demanda.

Confira a nota divulgada: 

“Promessa sobre promessa e nada de resposta. Este é o sentimento dos agricultores e pecuaristas familiares que estão aguardando há mais seis meses a resposta do Governo do Estado do Rio Grande do Sul em relação a anistia da dívida das sementes de milho e sorgo no Programa Troca-Troca.

Os agricultores vêm há dois anos enfrentando sérias dificuldades com os impactos da estiagem. A renda diminuiu, o custo de produção aumentou, os produtores plantaram e não colheram e ao final ficaram com a dívida dos insumos. Este é o cenário que muitas famílias agricultoras familiares vivenciam.

O pedido de anistia das sementes foi entregue pela FETAG-RS ainda em novembro de 2020, em reunião na cidade de Planalto. Após, inúmeras outras reuniões aconteceram com a Secretaria da Agricultura, Secretaria da Casa Civil, Secretaria da Fazenda e até mesmo com o Governador Eduardo Leite. No início desta semana, em mais uma reunião com o Governo do Estado, a Federação cobrou uma resposta frente a esta pauta e na oportunidade o Governo afirmou que até sexta-feira, 21 de maio, daria a resposta em relação à anistia para agricultores em municípios com decreto de emergência”.

A FETAG-RS e os agricultores receberam resposta?

“Até nos sentamos para esperar. Mais uma vez fomos esquecidos pelo Governo do Estado” afirmou o presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva.

Frente a esta indefinição e total descaso do Governo do Estado, a FETAG-RS convocará na próxima semana, os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e os agricultores familiares para tomar atitude mais severa.

Para Carlos Joel “os agricultores não estão pedindo esmola. Querem apenas que o Governo de uma vez por todas coloque em prática o termo que gosta tanto de usar: ‘valorizamos a agricultura e a pecuária familiar’. Valorizar vai muito além da fala” finaliza o dirigente.