Cerro Grande do Sul – A rede municipal de ensino reiniciou nesta quarta-feira, 1° de julho, a entrega de atividades pedagógicas não presenciais aos estudantes nas escolas. A oferta do material havia sido suspensa no dia 10 de junho quando iniciou o recesso escolar que foi antecipado pela secretaria municipal de Educação e Cultura (Smec) para a avaliação do sistema e formatação das novas etapas do processo pedagógico com base nos dados obtidos.

De acordo com a Smec não há nenhuma previsão de quando as aulas presenciais poderão ser retomadas no município, mas o certo é que isso não ocorra no mês de julho e a probabilidade para agosto também é muito pequena.

A secretária municipal adjunta de Educação e Cultura, Andréa W. Zenker destaca que para que as aulas presenciais sejam retomadas é preciso seguir um protocolo sanitário de segurança que está inviabilizando bastante o processo, inclusive a estrutura das salas de aula que precisam operar com 50% da capacidade de modo que haja o distanciamento, além de uma série de reorganização interna que depende de muitos fatores.

“Não sei se retornaremos presencialmente este ano. Talvez apenas os anos finais, porque o cenário da pandemia em nossa região ainda está bem complicado e a gente sabe que a criança quando vai pra escola se reúne com um grande grupo de pessoas em ambiente favorável à transmissão do vírus e pode levar a contaminação pra dentro da família”, pondera a secretária.

Nas escolas estaduais as aulas presenciais também seguem suspensas e sem previsão de retorno. O governo do Estado reiterou que os alunos e professores só voltarão às salas de aulas quando houverem protocolos que garantam segurança sanitária, depois de considerados os dados do estado e das regiões.

Enquanto isso professores e estudantes seguem tentando cumprir etapas de um novo método de ensino adotado em regime de urgência e que não teve um período de adaptação.

Desde 1º de junho o Estado adotou o sistema de aulas remotas por meio da plataforma Google Classroom que permite a conexão entre professores e alunos para a realização de aulas no ambiente virtual. Ocorre que diversos fatores, incluindo deficiência de sinal e condição social, limitam o acesso dos estudantes a internet.

Na escola Mem de Sá, na sede municipal, direção e professores empenham esforços para fazer com que as atividades pedagógicas cheguem a todos. Além do Google Classroom a escola trabalha com a entrega de material impresso e interatividades via grupos de WhatsApp.

“Estamos vivendo momentos muito difíceis. Se a educação já era precária e excludente, hoje isto é muito, muito maior. Temos imensos problemas, pois a grande maioria dos alunos não têm acesso a internet, não têm aparelho celular ou notebook que consiga acessar esta sala de atividades”, preocupa-se a diretora Nara Raphaelli.

Outro fator apontado pela diretora é a desmotivação dos alunos que pode estar ligada aos efeitos da quarentena e ao distanciamento social.

“Estamos tentando, pedindo, insistindo para que os alunos se cadastrem e acompanhem as aulas virtuais, mas a grande maioria não está correspondendo. Inclusive quem tiver dificuldade o professor Márcio Olson está à disposição para auxiliar”, reforçou a diretora.

Segundo a diretora, de cordo com dados atualizados nesta quarta-feira (01/07), na região Costa Doce até agora estão logados 61% dos alunos da rede pública estadual.