Um grande evento promovido pelo governo municipal de Camaquã na tarde de segunda-feira, 14 de outubro, para a entrega oficial de máquinas, veículos e equipamentos para a comunidade tem divido opiniões e virou polêmica na cidade.

Na ocasião estiveram presentes deputados federais e estaduais, assessores parlamentares, prefeitos da região, vereadores do município, servidores públicos municipais, incluindo os secretários, representantes de entidades e empresários.

De acordo com a assessoria de imprensa municipal na cerimônia foram entregues quase 50 máquinas, veículos e equipamentos, de retroescavadeiras a ambulâncias que foram adquiridos via financiamentos e emendas parlamentares.

As informações dão conta de que o total de aquisições feitas pelas secretarias municipais da Infraestrutura, Agricultura e Abastecimento, Saúde e também pela Divisão de Trânsito, com investimento financiado através da Caixa Econômica Federal é de R$ 5.592.900,64. Os investimentos pelas emendas parlamentares, ficou no valor de R$ 1.502.946,32, tendo a contrapartida do município no investimento no valor de R$ 1.028.466,02. Chegando ao total de R$ 8.124.312,98, de investimentos.

Em um discurso inflamado o prefeito Ivo de Lima Ferreira falou das ações de governo destacando o esforço empenhado para fazer as aquisições e renovar a frota, bem como estruturar o poder público para promover ações de melhorias no município.

Porém da mesma forma que muitos comemoraram o feito e aplaudiram os discursos, outros tantos criticaram a cerimônia e classificaram o ato como um evento político a partir de uma estratégia de promoção de governo com utilização de dinheiro público.

A questão foi parar inclusive no Ministério Público Estadual (MP-RS), a partir de denúncia feita pelo vereador Luciano Delfini (PTB), e agora segue uma investigação para apurar se prefeito cometeu improbidade administrativa.

A prefeitura municipal chegou a ser notificada no final da tarde de segunda-feira (14) a prestar esclarecimento sobre a cerimônia.

Delfini acusa os administradores municipais de desrespeitarem o princípio da impessoalidade na gestão do dinheiro público e ao que chamou de “sequestro de máquinas” ao afirmar que o prefeito ordenou que diversas aquisições ficassem paradas em pátios públicos aguardando acumular volume para a promoção do ato de entrega, enquanto que poderiam e deveria estar servindo a população.

Outro apontamento feito pelo vereador é quanto ao esforço da administração para atrair público ao evento, tendo para isto liberado mais cedo, via decreto, os servidores públicos municipais, além de anunciar a presença do governador Eduardo Leite na cerimônia, que acabou não ocorrendo.

Fotos: Ascom Gov. Mun. Camaquã