No dia 13 de março, o IFSul-Camaquã anunciou a suspensão das atividades presenciais no câmpus, envolvendo ações pedagógicas e administrativas. Estávamos diante de um perigo sem precedentes para a grande maioria das pessoas que estão vivas nos dias de hoje. Mas a escola, desde então não parou. E não podia, pois assim não cumpriria sua missão e não honraria seu compromisso social.

Atividades essenciais foram mantidas, via home office e em algumas oportunidades, com a abertura excepcional da escola para que servidores(as) pudessem atender demandas essenciais e inadiáveis, em especial àquelas que envolvem direta ou indiretamente, estudantes.

Diante do cenário provocado pela Pandemia de Coronavírus e de suas perspectivas preocupantes anunciadas pela Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e um sem número de cientistas pelo mundo inteiro, viu-se que Camaquã e Região corria (e corre) um sério risco de seu sistema de saúde não suportar a demanda de lidar com pessoas contaminadas pelo COVID-19, além de perigosamente manter desprotegidos(as) os(as) profissionais de saúde da linha de frente de atendimento à população. Era preciso fazer algo. E o IFSul tem agido para ao menos minimizar esta preocupante situação.

Após análise feita por servidore(as) do câmpus sobre e capacidade de execução, de protocolos de segurança e de produção, chegou-se à conclusão de que se poderia contribuir com os órgãos de saúde, com produção de álcool glicerinado e máscaras tipo Face Shield. Com esta certeza nas mãos, o IFSul-Camaquã fez contatos com o Hospital Nossa Senhora Aparecida, com a Prefeitura Municipal de Camaquã e com o Consórcio Intermunicipal do Centro-Sul, que agrega 15 cidades da região, oferecendo o trabalho da escola no combate ao COVID-19.

Eis as ações colocadas em prática pelo câmpus, todas com participação efetiva de servidores(as), além da disponibilidade de estudantes matriculados(as) e egressos(as):
• Disponibilização de todo o estoque de álcool líquido e glicerina do câmpus, para produção de 80 litros de álcool glicerinado para o Hospital Nossa Senhora Aparecida. Produção entregue no dia 25 de março;
• Produção de 5 litros de álcool glicerinado para a Secretaria Municipal de Saúde, que pediu em regime de urgência. Produção entregue no dia 25 de março;
• Anúncio no dia 1º de abril, da Rede de Apoio à Saúde Mental do estudante e do servidor, composta por profissionais da área da saúde dos 14 câmpus e da reitoria do IFSul
• Recebimento no dia 7 de abril, de lote de insumos comprados pela Prefeitura Municipal de Camaquã, para a produção de 1.000 litros de álcool glicerinado. Produção entregue no dia 9 de abril para a Secretaria Municipal da Saúde;
• Produção de máscaras do tipo Face Shield no dia 7 de abril, em parceria com os câmpus Venâncio Aires, Lajeado e Charqueadas, e com a Prefeitura Municipal de Venâncio Aires e a empresa venâncio-airense ISSO, após verificação e necessidade do Hospital Nossa Senhora Aparecida. Entrega de 100 máscaras no dia 9 de abril;
• Compra de insumos para produção de 2.000 litros de álcool glicerinado, por parte do Consórcio Intermunicipal Centro-Sul. O lote tem previsão de entrega entre os dias 16 e 24 de abril. A equipe de trabalho do IFSul-Camaquã prevê que toda a produção seja concluída em no máximo 4 dias.

O IFSul-Camaquã mostra mais uma vez o incansável trabalho que realiza em prol das muitas comunidades para as quais oferta, além de uma educação pública, gratuita e de qualidade, ações de compromisso e responsabilidade social.

“Estamos à disposição da comunidade, em especial das pessoas que mais precisam, para minimizar as terríveis consequências do COVID-19. Infelizmente não temo insumos para produção, pois já usamos tudo o que tínhamos na primeira produção. Mas temos equipamentos, laboratórios, profissionais altamente qualificados e uma vontade sem medidas para agir. Se recebermos insumos, nos planejaremos para atuar com rapidez e segurança”, afirmou o Diretor-Geral do câmpus, Prof. Dr. Tales Amorim.