Entidades representantes dos produtores de tabaco, Fetag-RS, Fetaesc, Fetaep, Afubra e a representação dos Sindicatos Rurais (Farsul, Faesc e Faep) discutiram durante a terça-feira, 10 de dezembro, o preço pago ao produtor de fumo pelo seu produto. Foram recebidas na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul, as empresas Souza Cruz, JTI, Philip Morris, Universal Leaf, Alliance One, China Brasil e CTA, contudo o encontro não resultou em definição dos preços a serem praticados na nova safra.

Integrantes da Comissão de Representação dos Produtores de Tabaco declararam que saíram frustrados da reunião e afirmam que foi descumprida a Lei de Integração (Lei 13.288/2016) e o regimento do Foniagro (Fórum Nacional de Integração do Tabaco) que determinam que o preço do tabaco para as safras deve ser sempre realizado durante o mês de dezembro.

Em sua maioria, as empresas trouxeram o mesmo argumento, de que a safra ainda não está concluída e não têm o valor do custo de produção finalizado. Neste sentido, as entidades propuseram a todas empresas a disponibilidade de representantes para ir a campo e construir o custo de produção em conjunto, verificando a realidade vivenciada, para que este não seja um argumento contra o produtor no momento da negociação.

Das sete empresas fumageiras recebidas, apenas cinco apresentaram o seu custo de produção e três apresentaram proposta de reajuste. Entretanto, com exceção de uma empresa, os custos de produção apresentados não chegaram ao índice apurado pelas entidades, individualmente para cada empresa fumageira. Quanto às propostas de reajuste de preço, nenhuma chegou a atingir a média do custo de produção apurado.

“Infelizmente, novamente, iremos terminar o ano sem uma definição de preço, sem podermos anunciar ao fumicultor que o produto dele será valorizado de maneira justa. Os fumicultores precisam voltar a ter uma remuneração adequada”, destaca a Comissão, ao lembrar que, quando é para defender o setor, os fumicultores estão sempre presentes.

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva lamentou a condição em que os produtores ficam mais a mercê do jogo de mercado.

” É inadmissível uma empresa chegar para negociação sem apresentar o custo de produção e as que apresentaram usaram artimanhas para reduzir os percentuais, em específico, no valor da mão de obra do produtor. Cobraremos a necessidade de construir em conjunto o custo de produção das entidades e empresas. Estamos cansados deste processo”, destacou.

As empresas informaram que o início da compra será a partir do dia 13 de janeiro.

Com informações das Ascom da Fetag e Afubra | Edição: Portal ClicR