“Infantaria” da saúde no combate ao coronavírus

De acordo com a Wikipédia, enciclopédia livre da internet, “infantaria é a arma mais antiga do exército e geralmente dotada dos maiores efetivos, formada por soldados que podem combater em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte para serem levados à frente de combate”.

Nesta guerra que estamos enfrentando contra um inimigo invisível, silencioso e cruel, que é o coronavírus, se destaca a infantaria dos profissionais da saúde, sobretudo os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde que estão na linha de frente destas ações e expostos aos maiores riscos – físicos e psicológicos.

Nas guerras são as trincheiras que nos protegem dos inimigos e nesta não é diferente, quando devemos nos manter entrincheirados em nossos lares, escondidos do inimigo, principalmente os idosos. Já o campo de batalha é povoado por estes guerreiros fardados com jalecos, luvas e máscaras que montam barreiras e atiram no escuro sem saber exatamente pra qual direção, mas com a convicção de que precisam seguir lutando.

Na Roma antiga a infantaria também era conhecida como legião, o que remete a anjos, e que aplicada aos trabalhadores da saúde não poderia ter melhor definição já que a proteção da vida humana é sua principal missão.

Na guerra atual a defesa tem sido a melhor tática e é também esta infantaria da saúde que compõe as fileiras contra as forças opostas, em patrulhas que visam reduzir a exposição ao fogo inimigo, representadas neste cenário pelas equipes de vacinação contra a gripe que não têm medido esforços para visitar cada casa e aplicar a vacina em cada idoso, paciente acamado ou demais pessoas do grupo de risco que devem permanecer isoladas socialmente – entrincheiradas.

Pelo que o mundo tem nos mostrado certamente ao final desta guerra restarão muitas sequelas, feridas e algumas batalhas perdidas. Mas é certo também que são estes soldados, é esta infantaria, que terá feito a grande diferença para vencermos o combate.

A estes bravos guerreiros com certeza vão restar muitas lembranças. Boas e amargas. E, com sorte, uma medalha por honra ao mérito pra guardar em uma gaveta.

Por Cicero Omar da Silva – Chefe de redação do jornal Regional e Portal ClicR

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