Lançado nesta sexta-feira (07/08) em plataformas digitais de música um álbum com 12 canções inéditas do cantor Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha (1927-1985). O álbum “Teixeirinha Inéditas” é o primeiro do projeto “Antologia da Composição”, que ainda prevê o lançamento de outras gravações inéditas e novas gravações ao vivo. Elas resultam do primeiro “garimpo” no vasto acervo do artista mais popular da história da música regionalista gaúcha e brasileira. Entre tantas outras coisas, a fundação que leva o nome dele guarda as cerca de 120 fitas cassete em que ele registrava as canções que ia compondo, com várias peculiaridades. Mais adiante, amenizada a pandemia, o álbum Teixeirinha Inéditas será lançado também em formato físico.

Márcia Teixeira do Santos filha de Teixeirinha, explicou que foi mexer no armário de Teixeirinha com inúmeras fitas cassete do cantor, decidiu escutá-las, e foi que Márcia descobriu as inéditas musicas do cantor.

O material de cerca de 128 fitas cassete, nas quais o cantor registrava as canções que ia compondo, foi descoberto através do acervo da Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais e repassado ao produtor fonográfico Raul Albornoz. As gravações são caseiras. Por um ano, o material foi selecionado e digitalizado no Estúdio Soma de Porto Alegre, para posteriormente passar por restauração e masterização.

As fitas eram utilizadas pelo músico para se comunicar com os diretores da gravadora Continental de São Paulo. Ao todo, são quase 100 horas de gravações, nas quais, além das músicas, existem cartas recitadas que o músico mandava por meio de áudios.

Gravava as músicas com voz e violão (muitas vezes desafinado), mandava recados, dava idéias sobre como queria os arranjos. Depois viajava a São Paulo só para colocar a voz nas bases prontas e ajeitar um ou outro detalhe.

São valsas, toadas, rasqueados, chotes, dois sambas-canções (um deles bem lupiciniano, Nossos Corações, cantado com voz empostada) e até um fado, Maria da Graça, que no refrão brinca com o sotaque lusitano. O material inédito apresenta basicamente o lado romântico do cantador: Coração Ciumento, Fidelidade, Menina Linda, Para Passar a Limpo o Amor que Já Viveu.

Com o falecimento do cantor e compositor, no final de 1985, coube à família cuidar da enorme quantidade de itens que deixou guardados durante a vida – entre elas, cerca de 120 fitas com gravações. Márcia, então, tomou para si a tarefa de catalogar esse material. “Fui escutando e datilografando as letras inéditas, os detalhes de cada gravação”, relembra. Devidamente arquivado e catalogado, o tesouro ficou guardado por décadas, sem que se soubesse muito bem como disponibilizá-lo para o grande público.

A partir do ano passado, o selo independente Nikita tomou conhecimento da existência das fitas, e sugeriu às filhas Márcia e Margareth (que hoje dirige a editora musical do artista) a buscar o produtor fonográfico Raul Albornoz, de forma a colocar em ordem a enorme quantidade de material. A partir daí, foi um longo processo de digitalização e seleção das gravações, antes que o engenheiro de som Marcos Abreu pudesse fazer o tratamento final.

Em Nasci, Sofri, Cresci, Venci, Teixeira resume de novo sua trajetória. Em Vida, Amor e Sangue, a história envolve um amigo que doa sangue ao personagem da música, desaguando em um dramático triângulo amoroso. Tudo a ver com o Gaúcho Coração do Rio Grande.

Os recados que ele mandava à gravadora no início de cada canção foram preservados no álbum para manter a originalidade.

O cantor, nascido em Rolante (RS) vendeu 18 milhões de discos na carreira, 8 milhões só com a trágica canção “Coração de Luto”. Seus shows lotavam no Brasil, América do Sul e tinham repercussão em Portugal e Espanha.

Fonte: Rádio Colonial

 

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