A Secretaria da Saúde (SES) e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) começaram a planejar, na tarde de terça-feira (18/5), a expansão das vacinas da Pfizer no Estado. O lote de 39.780 doses da Pfizer aguardado para o início da noite desta terça, somado à remessa de 69.030 em estoque na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), deve ser enviado, nas próximas semanas, para o interior gaúcho. A pactuação entre SES e Cosems ocorreu a partir de solicitação do Ministério da Saúde, que orienta que a Pfizer deixe de ser aplicada apenas na capital.

“Começamos a planejar a distribuição da Pfizer para todos os municípios gaúchos, e isso envolve logística diferenciada e treinamento aos vacinadores”, explica a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

As doses da Pfizer serão utilizadas para imunizar pessoas com deficiência, comorbidades na faixa etária de 39 e 38 anos e gestantes e puérperas com comorbidades e/ou gestantes ou puérperas que apresentem indicação médica após avaliação de risco/benefício.

Nas unidades de saúde que irão utilizar a Pfizer, as doses devem ser armazenadas em temperaturas entre 2°C e 8°C por, no máximo, cinco dias, período em que as vacinas precisam ser aplicadas. Nessa temperatura, não há necessidade de ultrafreezer para conservar as doses. Se houver necessidade de conservação em ultrafreezer, universidades do interior já foram contatadas e irão emprestar os equipamentos, a exemplo do que já fazem a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em Porto Alegre.

“Como as vacinas precisam ser aplicadas em pouco tempo (um dia para transporte e quatro dias para aplicação), é fundamental que os municípios consigam fazer um agendamento e cadastro prévio de usuários, para não corrermos o risco de perdermos doses”, afirma Tani Ranieri, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

Quando forem levadas às geladeiras comuns ou refrigeradores, as vacinas da Pfizer não podem ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável, e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas (duas antes da diluição e seis depois). O laboratório recomenda a aplicação com um conjunto de agulha e seringa chamado de “baixo volume morto”, para ter o menor desperdício possível do líquido e os vacinadores conseguirem extrair todas as seis doses de cada frasco.

Desde abril, gestores e técnicos do Cevs participam de treinamentos da Pfizer para garantir a melhor distribuição, armazenamento e aplicação das doses dessa vacina. Os treinamentos, agora, também serão descentralizados para capacitar as equipes técnicas dos municípios. A primeira capacitação para equipes do interior será na próxima quinta-feira (20/5).