Mulher acusada de sedar e incinerar marido vai a júri em Camaquã

Crime aconteceu no Município de Dom Feliciano, em fevereiro de 2021

Hoje (27), acontece o julgamento da mulher acusada de sedar e matar o marido em uma fornalha de fumo na propriedade onde viviam, no Município de Dom Feliciano. O início do julgamento estava previsto para às 9h, no Fórum de Camaquã.

A acusada, Elizamar de Moura Alves, 36 anos, está detida desde 11 de maio de 2021, após ter confessado matar o marido e ter forjado seu desaparecimento. A suspeita vai a julgamento pelo Tribunal do Júri, respondendo pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Relembre o caso

Em 15 de fevereiro de 2021, a agricultora Elizamar registrou ocorrência na delegacia por conta do desaparecimento de Erni Pereira da Cunha, 42 anos. Três meses após o ocorrido, Elizamar confessou que havia matado o companheiro.

Na ocasião, Elizamar afirmou ter dopado o marido com dois comprimidos de Diazepam diluídos em suco de laranja. Com o homem desacordado, a mulher o colocou dentro do forno de fumo da propriedade. O corpo ficou queimando por três dias.

Durante a investigação policial, foi constatado que a agricultora havia  pesquisado na internet como matar alguém utilizando veneno. A pesquisa foi realizada dia 14 de fevereiro, enquanto Cunha estava em um bar próximo à sua residência. Após retornar para casa, o homem não foi mais localizado.

Os familiares de Cunha procuraram pela vítima por três meses, até saberem do crime. Somente após a confissão de Elizamar veio a revelação de que o corpo havia sido incinerado.

Além de Elizamar, um dos filhos do casal, na época com 21 anos, foi detido temporariamente sob suspeita de ter participado do assassinato. Contudo, foi liberado após falta de provas.

Defesa

A defesa de Elizamar de Moura Alves alega que a mulher sofria violência doméstica. Em nota, a defesa divulgou que “considerando todas as provas já constantes nos autos do processo, somadas aquelas que serão produzidas durante a instrução no plenário, a defesa tem convicção que restará demonstrado aos jurados que Elizamar é na verdade uma vítima de violência doméstica que agiu em legítima defesa da própria vida e de seus filhos, de modo que a absolvição será o desfecho natural”.

A defesa de Elizamar afirma que a mulher era vítima de violência física e psicológica por parte de Cunha e, durante uma agressão, em ato de legítima defesa, matou o companheiro. A mulher também alega que cometeu o crime porque, além de agredi-la, Cunha havia ameaçado também os filhos do casal.

Segundo a Polícia Civil, não há registro de ocorrência por parte da mulher denunciando violência doméstica. Contudo, os filhos de Elizamar confirmaram as ameaças e agressões contra a mãe.

POLÍCIA

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