A moradora da localidade Colônia Nova, interior de Dom Feliciano, que foi presa na manhã desta terça-feira, 11 de maio, sob suspeita de ter queimado o companheiro vivo na fornalha da estufa, depois de sedá-lo com Diazepan, confessou o crime à polícia e revelou que há 20 anos ela sofria com agressões domésticas.

Em uma entrevista concedida ao portal Clic Camaquã, na tarde desta terça-feira (11), a delegada Vívian Sander Duarte revelou que a mulher disse em depoimento que era constantemente agredida pelo companheiro e que sua decisão em matá-lo foi em razão do mesmo ter feito ameaças aos filhos. Ela contou à polícia que recentemente teve um ombro quebrado em uma das vezes que foi agredida.

São dois os filhos do casal, sendo que um deles está preso temporariamente sob a suspeita de ter participado do crime, contudo a mulher afirma que fez tudo sozinha, sem a ajuda de ninguém, desde a preparação do medicamento até o trabalho de arrastar a vítima para o interior da fornalha.

A delegada informou que se constatado que o rapaz não tenha realmente participação no homicídio ele deverá ser posto em liberdade. Já a autora do crime foi encaminhada para a penitenciária feminina de Guaíba onde ficará à disposição da justiça.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Dom Feliciano, com apoio da Delegacia de Polícia de Camaquã, desde o registro do desaparecimento da vítima. No decorrer do inquérito a polícia percebeu que a história dos familiares sobre o sumiço do homem não se sustentava e logo depois descobriram que no dia do seu desaparecimento a companheira realizou pesquisas de como matar pessoa com veneno. Daí resultaram os pedidos de prisões temporárias e de busca e apreensão que culminaram no desfecho do caso.

Com informações do Portal Clic Camaquã