Novas placas padrão Mercosul chegam a Cerro Grande do Sul

Foi instalada na camionete de Elias Ferreira, nesta quinta-feira (20), em Cerro Grande do Sul, a primeira placa no município, pelo novo sistema no padrão do Mercosul, que começou a ser adotada no Rio Grande do Sul desde a última segunda-feira, 17 de dezembro.

Elias adquiriu o carro em outro município e precisou fazer a transferência de cidade, um dos casos que a prática é obrigatória, além do emplacamento do 0 km ou para a substituição de placas estragadas, perdidas, roubadas ou furtadas.

Os proprietários de veículos que já circulam com a placa cinza e que não se encaixarem em nenhuma dessas situações terão ainda quatro anos para fazer a substituição.

A nova placa previa a implantação de um chip como item de segurança, contudo a medida não foi adota, mesmo assim ela é bem diferente da placa atual e traz elementos que prometem mais segurança, como o QR Code, que armazena informações para a polícia sobre o carro, como, modelo, número do chassi, cor e relatório de multas. Para ler o código é preciso utilizar um aplicativo de celular e precisa aproximar o aparelho.

O formato e informações também mudaram e as novas placas são brancas e azuis, com o nome e a bandeira do país e o emblema do Mercosul. Elas têm quatro letras e três números.

Falta estrutura

A dificuldade pra população tem sido encontrar locais para a fabricação das novas placas. A da camionete de Elias veio de Porto Alegre, via serviço de despachante, visto que na região ainda não há nenhum Fabricante de Placas e Targetas (FTP) credenciado.

De acordo com Dênia Schaidhauer, proprietária de uma FTP, em Cerro Grande do Sul, está havendo uma morosidade na análise da documentação por parte do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o que gera o transtorno e prejuízo para quem poderia oferecer o serviço, mas está impedido pela falta da liberação. Ela diz que em agosto deste ano quando chegaram as primeiras notificações para o recredenciamento as informações eram muito imprecisas e confusas, e que desde o início de outubro já enviou toda a  documentação exigida pelos órgãos responsáveis, contudo, embora já tenha recebido o comunicado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), de que seu estabelecimento está apto a fabricar as placas ainda falta a liberação do órgão em nível federal.

“Tenho ligado pra lá diariamente e só nos dizem que a documentação segue na fila para análise. O Denatran estava analisando documentos de outros estados onde o sistema entrou em vigor primeiro, por isso deve ter acumulado a nossa documentação, já que o Rio Grande do Sul aderiu só agora ao novo padrão de placas”, explica Dênia.

Até esta quinta-feira (20) a cidade mais próxima, de Cerro Grande do Sul, onde há um FPT credenciado é Guaíba. Os preços praticados pelas novas placas não são tabelados, sendo regulados pelo próprio mercado e variam entre R$ 180,00 e R$ 270,00, frente aos R$ 120,00, em média, que eram cobrados pelas placas cinzas.

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