Eleito com 1.961 votos dos 1.989 gestores municipais de todo o país que participaram do pleito nesta quinta-feira (11/03), Paulo Ziulkoski voltará a presidir a Confederação Nacional de Municípios (CNM) na gestão 2021-2024.

O resultado foi divulgado pela empresa responsável pelo processo eletrônico em reunião virtual com a participação da Comissão Eleitoral, de membros do Conselho Político, da chapa eleita e de colaboradores da CNM.

O ex-prefeito de Mariana Pimentel (RS) e presidente de honra da CNM, Paulo Ziulkoski, encabeçou a chapa e retornará ao comando da entidade. Um dos responsáveis pelo fortalecimento do movimento municipalista, Ziulkoski idealizou a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e liderou diversas ações que resultaram em conquistas históricas.

Após o anúncio do resultado, o municipalista agradeceu aos envolvidos na eleição e ao atual presidente da Confederação, Glademir Aroldi. “Saúdo os companheiros que estiveram nessa luta e ao presidente Aroldi, que tem conduzido a entidade com muita competência e lealdade. O seu trabalho será reconhecido por todos”, disse.

Ziulkoski também ressaltou o momento de extrema dificuldade com a pandemia da Covid-19 e que vai continuar sendo o foco da atuação da entidade . “É um desafio enorme. O momento é de crise das mais profundas. Vamos continuar esse trabalho”, anunciou.

Ainda durante a reunião, o ex-prefeito de Tapes e presidente da Comissão Eleitoral da CNM, Silvio Rafaeli, reforçou a importância do processo de escolha do novo presidente da CNM e da nova diretoria. “Estamos escolhendo o presidente que vai continuar defendendo um pacto federativo mais justo. O Aroldi está fazendo um excelente trabalho e agora o Paulo substituindo o Aroldi também vai fazer um grande trabalho”, destacou. Também acompanharam o resultado das eleições na sede da CNM os prefeitos de Turvelândia (GO), Siron Queiroz, e de Alexânia (GO), Allysson Lima, que são membros da comissão.

Nova diretoria

Além de Ziulkoski, o primeiro escalão será formada pelos seguintes integrantes:

vice-presidente: Julvan Lacerda – ex-prefeito de Moema (MG) e presidente da AMM-MG;

vice-presidente: Luiz Sorvos – prefeito de Nova Olímpia (PR);

vice-presidente: Rosiana Beltrão – prefeita de Feliz Deserto (AL);

vice-presidente: Haroldo Naves – prefeito de Campos Verdes (GO) e presidente da FGM; e

vice-presidente: Jair Souto Prefeito de Manaquiri (AM) e presidente da AMM;

Histórico de atuação

Ao deixar a entidade em 2018, depois de 21 anos à frente do movimento municipalista, Ziulkoski prometeu “trabalhar pela causa enquanto tiver força”. Ele se orgulha de ter mudado a relação federativa dos Entes municipais com os demais poderes, inclusive com o governo federal, e ter eternizado o conceito de que é no Município que o cidadão nasce, vive, produz e morre.

Gaúcho, advogado e aguerrido combatente na luta municipalista, Ziulkoski tem 75 anos e teve o ápice de sua história, em 1998, quando ele e outros prefeitos foram recebidos pelas forças de segurança e cachorros, em Brasília. Ele conta o ocorrido dizendo que “os prefeitos eram como uns párias, que vinham à capital federal de pires na mão”.

Outro momento marcante foi a primeira mobilização a favor do aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), em 2003, quando Ziulkoski reuniu pioneiramente mais de 10 mil municipalistas na Esplanada dos Ministérios. Faz parte da sua história ainda a luta por mudanças na partilha dos royalties e por justiça na distribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS) entre os Municípios.

Ao resgatar a imagem do gestor local e colocar o Município como determina a Constituição, paulatinamente, com persistência e determinação, mudanças foram conquistadas ao longo dos últimos 40 anos. Como exemplo, a taxa de iluminação pública, o salário educação, a merenda escolar, dois aumentos de 1% do FPM, apoios financeiros, a sede própria da CNM em Brasília e o Dia Nacional do Movimento Municipalista, em 23 de fevereiro.

Ziulkoski retoma o comando da entidade em um momento decisivo da política nacional, em que reformas estruturantes devem ser aprovadas pelo Congresso Nacional. Ele deve dar continuidade ao trabalho do presidente Glademir Aroldi e da diretoria 2018-2021, que contabilizou grandes conquistas e avanços, inclusive, durante o período de calamidade pública causada pela Covid-19.

Fonte: Agência CNM de Notícias