Pelo segundo ano consecutivo não vai ocorrer a Feira do Peixe Vivo, tradicionalmente promovida na praça central da cidade durante a Semana Santa.

A secretaria municipal de Agricultura e o escritório municipal da Emater, que ao longo dos anos têm organizado as estruturas informaram que o evento segue cancelado como medida preventiva contra a propagação do coronavírus, de acordo com determinações de decretos estaduais e municipais, considerando que estas feiras costumam reunir grandes públicos.

Os produtores de peixes do município estarão comercializando diretamente nas suas propriedades, porém seguem orientados a respeitar as determinações da vigilância em saúde quanto aos protocolos sanitários, incluindo a higienização e o controle de fluxo de clientes nos locais.

A Emater estima que no município cerca de 10 piscicultores estarão comercializando em torno de 15 toneladas de peixe vivo, sendo as principais espécies carpa, traíra, tilápia e jundiá, com valores entre R$ 12 e R$ 15,00 o quilo.

A piscicultura vem se desenvolvendo ao longo dos anos no município e muitas famílias já produzem o suficiente para o consumo e outras também fazem da prática um incremento de renda, tendo em vista que é uma produção de fácil manejo e baixo custo.

Nos últimos anos o município tem sido contemplado com construção de açudes por meio de programas de governo, sobretudo de enfrentamento de estiagem. São estruturas destinadas ao uso de irrigação que acabam sendo aproveitadas para a produção de peixes.

Entre 2019 e 2020 foram sete propriedades beneficiadas. Outros dez estão previstos para serem construídos este ano, porém o processo licitatório enfrenta um entrave jurídico no momento.