A Petrobras elevou nesta sexta-feira (dia 27) o preço da gasolina em suas refinarias em cerca de 2,5%, de acordo com informações no site da estatal. Não houve alteração no valor do diesel.

A companhia havia aumentado em 3,5 o preço da gasolina na quinta-feira da semana passada. Na oportunidade, também elevou o valor do diesel em 4,2%.

A justificativa para o novo reajuste é que há duas semanas a cotação do barril do tipo Brent, que serve de referência para os negócios da Petrobras, disparou quase 15% depois de ataques a instalações na Arábia Saudita, o maior produtor mundial. O atentado derrubou a produção em mais de 50% e fez o barril saltar de US$ 60,22 para US$ 69,22.

Dias depois da alta, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a estatal estava esperando a cotação se estabilizar para fazer o repasse para os preços dos derivados, como a gasolina e o óleo diesel.

E o que aconteceu com a cotação desde então? Ela começou a cair gradualmente, principalmente depois que a Arábia Saudita informou que conseguiria normalizar a produção até o fim de setembro. Nesta quinta-feira (dia 26), o Brent encerrou negociado a US$ 62,74, muito próximo à cotação na véspera dos ataques.

Se a cotação cedeu, por que a Petrobras subiu a gasolina? A estatal não explicou as razões, mas analistas dizem que há uma defasagem no repasse das cotações internacionais para os preços dos combustíveis. Se for assim, é provável que, nos próximos dias, a estatal reduza os valores, a não ser que decida ampliar suas margens de ganho.

O câmbio, outro fator utilizado pela Petrobras para acompanhar a paridade internacional dos combustíveis, está praticamente estável no acumulado desta semana.