O governo do Estado emitiu circular que detalha as normas de uso da cloroquina no tratamento do coronavírus no Estado. O Ministério da Saúde encaminhou 25 mil comprimidos de cloroquina para o Rio Grande do Sul, totalizando 50 caixas do medicamento, e será armazenado em 29 hospitais de referência nas macrorregiões. O remédio será utilizado como terapia adjuvante no tratamento de formas graves da Covid-19 em pacientes hospitalizados.

Até o momento, o Ministério da Saúde considera que não existe outro tratamento específico eficaz disponível. Há, no entanto, diversos estudos clínicos nacionais e internacionais em andamento que avaliam a segurança da cloroquina/hidroxicloroquina, bem como de outros medicamentos e, por isso, essa medida pode sofrer alterações, caso surjam novas evidências científicas.

A previsão é de que uma caixa com 500 comprimidos sirva para o tratamento de 25 a 27 pacientes. O texto da circular destaca que, considerando a característica de uso do medicamento e o crescente número de casos de Covid-19, é fundamental que o medicamento esteja disponível e que seja distribuído a hospitais de referência do Estado.

Sendo assim, foram selecionados hospitais que servirão de referência no abastecimento desse medicamento nas macrorregiões. A seleção levou em conta a distribuição geográfica dos hospitais no Estado, número de casos confirmados da doença até 30 de março e a disponibilidade do medicamento nas Coordenadorias de Regiões de Saúde.

A gestão do controle de estoque do medicamento nos hospitais será feita por meio de sistema informatizado da Secretaria de Saúde, que fornecerá informações em tempo real.

Sendo assim, os demais hospitais, públicos e privados, com registro de pacientes hospitalizados que precisem do medicamento deverão entrar em contato com o hospital de referência da região para a retirada do remédio.

A Secretaria da Saúde (SES) também fará o monitoramento dos estoques da cloroquina, podendo remanejá-lo, a fim de melhor garantir o atendimento aos pacientes.

Texto: Suzy Scarton
Edição: Marcelo Flach/Secom