A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) confirmou nesta semana R$ 7 milhões para o as ações do Programa Troca-Troca de Sementes, que promove o fomento do cultivo de milho e sorgo no Rio Grande do Sul. No ano passado, foram R$ 5,8 milhões de reais destinados ao subsídio dos agricultores para a aquisição de sementes.

A partir da disponibilização do recurso, começam os trâmites de operacionalização do Programa. Em abril, já será o edital para habilitação das empresas para o fornecimento de sementes e, em maio, deve ser aberto o sistema para que os agricultores efetuem os pedidos. Essa reserva das sementes é feita pelos produtores por meio das prefeituras, sindicatos e associações nos municípios. Assim, a partir de julho, o Estado inicia a efetiva entrega junto a estas entidades em todo o Rio Grande do Sul.

“O Troca-Troca é mais um programa de extrema importância para os nossos agricultores. Este ano conseguimos aumentar os recursos em mais de R$ 1 milhão de reais, um respiro importante que vai contribuir para que possamos atender um número ainda maior de produtores rurais”, destaca o secretário Covatti Filho.

Em 2020, foram 134 mil sacas de semente de milho e sorgo disponibilizadas durante a safra em 385 municípios gaúchos, beneficiando mais de 45 mil agricultores nos cultivos realizados nos meses de julho, agosto e setembro. E mais de 5 mil agricultores plantaram 16 mil sacas de sementes durante a safrinha, em 147 municípios gaúchos.

“No total, somando as etapas de safra e safrinha, o Programa Troca-Troca de Sementes disponibilizou, no ano passado, mais de 150 mil sacas de sementes”, destaca Flavio José Smaniotto, Diretor do Departamento de Agricultura Familiar e Agroindústria (DAFA) da SEAPDR.

O que é o Programa Troca-Troca

O programa fomenta o cultivo de áreas de milho e sorgo junto aos produtores no RS por meio da disponibilização de sementes de milho (híbridos convencionais e transgênicos) e sorgo destinadas à produção de grãos e/ou silagem para agricultores familiares. As entidades representativas (prefeituras, sindicatos, associações e cooperativas) intermediam a operacionalização do programa em cada município. Além da ampla quantidade de cultivares disponíveis e prazo estendido de pagamento, o Estado oferece um subsídio de 28% aos produtores.