De volta ao comando do Consórcio Intermunicipal do Centro Sul, depois de ser definido em reunião, na noite da terça-feira (07), o prefeito de Tapes, Silvio Rafaeli, deve completar o terceiro mandato como presidente da instituição.

Questionado sobre sua indicação ao cargo, Rafaeli garante que não tinha intenção de assumir o compromisso, tendo em vista que é o seu último ano de mandato como prefeito de Tapes e, portanto, período em que pesam as prestações de contas antes da entrega da administração municipal ao seu sucessor.

O prefeito revela que chegou abrir mão de concorrer ao cargo de presidente da Famurs para se dedicar integralmente à administração municipal e ao encerramento de mandato, mas que foi procurado por diversos prefeitos que o instigaram a voltar a presidência do consórcio considerando sua participação efetiva e fundamental na reestruturação da associação pública no ano de 2013.

“Naquela época o consórcio iniciou a fazer compras em conjunto, colocamos a contabilidade em dia, a partir do concurso de um contador e passamos a realmente seguir as orientações que o Tribunal de Contas do Estado exige. Com um trabalho em equipe fizemos essa reestruturação e eu acabei ficando dois mandatos como presidente”, contou Rafaeli.

Como nova missão nesta gestão o prefeito tapense diz que deve dar andamento ao Projeto de PPP- Iluminação Pública que envolve os 15 municípios, retomando as negociações com as entidades financeiras e agilizando o processo. Outra preocupação destacada pelo gestor é a questão da destinação dos resíduos sólidos dos municípios que atualmente têm sido levados para Minas do Leão.

“Eu ainda não era prefeito e já se falava em ter um aterro aqui na região, mas passaram-se os anos e a coisa não aconteceu. Não podemos mais insistir no atual sistema. Temos que tratar este assunto de forma diferente e devemos procurar novas alternativas”, declarou.

Rafaeli disse ainda que é um desafio estar como presidente no último ano e que condicionou seu aceite ao cargo a uma participação mais efetiva dos demais prefeitos nos assuntos do consórcio com assiduidade nas reuniões e sem omissões.

“As questões regionais muitas vezes se sobrepõem às particulares dos municípios, pois se desenvolvermos a região sem dúvida todo mundo ganha”, considerou.

Sobre os questionamentos da atuação e lisura das atividades do consórcio o prefeito se limitou a dizer que já informou o Tribunal de Contas do Estado que está como presidente e que quer a presença constante do órgão na instituição durante sua gestão, tanto como fiscalizadores quanto avalistas das ações pretendidas.