Cerro Grande do Sul

Cerca de 80 pessoas sobretudo produtores rurais estiveram no CTG Sentinela da Fortaleza assistindo a palestra promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Cerro Grande do Sul, em parceria com a empresa avícola Mercoaves, de Bom Princípio/RS, na noite desta segunda-feira, 16 de agosto, que tratou da produção e comercialização de sorgo e milho.

Uma das grandes produtoras de aves do Estado, a Mercoaves fabrica a ração que utiliza na produção de pintos, recria de frangas e produção de ovos. Além disso os representantes da empresa revelaram que pretendem investir na fábrica de ração para abastecer o mercado. Para tanto buscam incentivar a produção de milho e principalmente do sorgo que é um dos principais compostos da ração.

Além da apresentação e explanação dos projetos de expansão da empresa, os palestrantes destacaram questões técnicas da produção de sorgo, como tipos de cultivares, sazonalidade, cálculos de investimentos e principalmente a garantia de compra da produção de grãos.

Dentre os aspectos da produção de sorgo destacados pelos técnicos se incluem sua adaptação a diferentes regiões por ser tolerante a condições de estresse hídrico (seca ou alto volume de chuvas), além dos baixos investimentos, que são relativamente menores que outras culturas e uma boa produtividade na rebrota.

Outra característica do cereal, considerada importante é palhada residual com alta proporção entre carbono e nitrogênio. Considera-se ainda a utilização da planta na terceira rebrota para a silagem ou pré-secagem, para utilização na alimentação de bovinos.

Para o agricultor Sergio Araújo, da localidade de Barro Preto, em Cerro Grande do Sul, a produção de sorgo pode ser uma boa alternativa para a resteva do fumo. Ele disse que ainda tem algumas dúvidas quanto ao manejo e controle de pragas, contudo revela que deve implantar a cultura de forma experimental na próxima safra.

“A gente geralmente tira o fumo e planta o milheto pra fazer a palhada antes de semear a aveia e tudo isso tem um custo. Então o sorgo pode ser uma boa opção porque dá pra fazer uma colheita e aproveitar a palhada, além de que a compra está garantida”, considerou.

Apesar de reticente ainda, outro agricultor sulcerrograndense, Juliano Kologeski, da comunidade de Cachoeira do Ipê, disse que pretende também cultivar uma área com cerca de três hectares com sorgo pra avaliar os resultados neste primeiro ano.

“Foi uma palestra produtiva. Percebemos que a empresa tem grande interesse na produção. Agora precisamos ver na prática se vai dar certo”, avalia.

O presidente do STR, Paulo Raphaelli avaliou como positivo o evento na medida em que o acesso à informação e a novas oportunidades foram oferecidas pela entidade rural.

“Ficamos contentes com o número de participantes, o que também agradou os representantes da empresa. Nosso objetivo foi alcançado enquanto sindicato, de modo que agricultores tiveram acesso a uma nova alternativa de produção e renda, com orientação técnica, onde todos puderam fazer questionamentos e tirar dúvidas, para com isso fazerem suas próprias avaliações de acordo com a realidade de cada um”, finalizou o presidente.