O perfil das pessoas estrangeiras encarceradas no sistema prisional do RS – 2017 a 2019 – foi objeto de pesquisa no Projeto Cárceres, que é uma parceria do Grupo de Pesquisa sobre Refugiados, Imigrantes e Geopolíticas (GRIGs), que integra o Núcleo de Ensino Pesquisa e Extensão em Migrações da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) com a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe).

Os objetivos da pesquisa foram verificar os enquadramentos penais que conduziram as pessoas ao cárcere no Estado e explorar com minúcia a situação das mulheres encarceradas.

Entre os pesquisadores está a sulcerrograndense Camila Vencato Neumann, 35 anos, que atua como agente penitenciária desde 2014. Ela é formada em Ciências Jurídicas e Geografia e atualmente, está lotada na Divisão de Controle Legal (DCL) da Susepe.

Nascida em Pessegueiros, no sítio onde ainda moram seus pais, Cristina e Renato, no interior de Cerro Grande do Sul, a jovem servidora do Estado iniciou sua carreira na segurança pública estadual no ano de 2006, quando entrou para a Brigada Militar.

Sem nunca abandonar os estudos Camila buscou formação na área de Geografia e do Direito Penal e recentemente concluiu sua pós-graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas, pela Unisinos, tendo realizado pesquisa sobre o acesso à educação, por crianças e adolescentes imigrantes venezuelanos, na cidade de Esteio/RS.

Ainda em 2019 ela ingressou no grupo de pesquisa da UFRGS/NEPEMIGRA (Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Migrações), através do qual promove pesquisas externas sobre os presos estrangeiros no Rio Grande do Sul.

“A base primária de dados para a realização deste trabalho da Susepe foi obtida por meio do Infopen, após provação do projeto junto ao Comitê de Ética da Instituição, que o fez mediante o compromisso de devolução dos dados aferidos, para que pudessem ser integrados a processos de formação permanente de seu pessoal”, explicou Camila.

Além de Camila, Pâmela Marconatto Marques, Fabian Scholze Domingues e Tayssa do Rosário Zucchetto também integram o corpo de pesquisadores.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Susepe – Edição: Portal ClicR