No final do mês de fevereiro a Inspetoria Veterinária do Estado esteve em Barão do Triunfo, na ocasião teve uma reunião na Câmara de Vereadores com criadores de bovino do município. Na oportunidade, o palestrante Andre Alberto Witt tirou várias dúvidas sobre a raiva nos bovinos, naquele momento, a inspetoria veterinária do município já havia contabilizado a morte de aproximadamente 200 animais causadas pelo morcego hematófago que transmite a raiva para os animais.
Alberto na ocasião alertou que o maior incidente com animais ocorreria nas estações do outono e inverno e que era essencial a aplicação da vacina contra a raiva. De acordo com dados da secretaria de agricultura do município, os casos de raiva já ultrapassam 230, um número muito elevado que tem deixado cada vez mais os criadores assustados com medo de perder os animais que servem tanto para o trabalho nas lavouras bem como para o abate para o consumo próprio.

Neste último surto, o primeiro caso ocorreu em julho de 2019 na localidade de Zona dos Pachecos e desde então o número de casos vem crescendo exponencialmente. O último surto registrado na cidade havia sido no ano de 2012, quando mais de 150 casos haviam sido registrados.
Outro fator preocupante é que os casos estão ocorrendo em quase todas as localidades do município, segundo Paulo Storck Responsável pelo Escritório de Defesa Agropecuária, está havendo registro de casos de localidades que nunca haviam apresentando animais contaminados é o cenário encontrado na localidade de Arroio Grande que pela primeira vez tem animais mortos pela raiva.
A agricultora Gisele Pacheco disse que em sua propriedade dois animais já foram mortos e teme pela perda de mais animais haja vistas que a segunda dose da vacina ainda não foi feita por não ter passado o período recomendado da primeira dose. Outra preocupação da agricultora é não saberem onde é o esconderijo dos morcegos.
Paulo destaca que os principais locais onde os morcegos gostam de ficar são; bueiros, pontes, casas abandonadas e cavernas, salientou a importância da inspetoria veterinária ter conhecimento destes locais para que possam realizar o monitoramento e controlar a proliferação dos morcegos.

Vacina é a melhor forma de prevenir
A secretaria de agricultura afirma que a melhor forma de prevenir é realizando a vacina e este processo é realizado em 2 etapas, a 1ª dose e 21 dias depois a realização da 2ª dose. Paulo diz que o animal não fica 100% protegido, mas que as chances do animal contrair o vírus da raiva é menor “Não basta apenas aplicar a vacina, deve-se saber utiliza-la, aplicando da forma correta e guardando da maneira certa” explicou.
Depois da primeira aplicação, a vacina pode ser aplicada anualmente o que reduz ainda mais as chances do morcego ao atacar conseguir transmitir o vírus.
Informações sobre prováveis esconderijos dos morcegos devem ser repassadas para EDA (Escritório de Defesa Agropecuária), procurar por Paulo Storck.