O Ministério da Agricultura confirmou neste sábado a ocorrência de dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como a doença da vaca louca. Como consequência, o governo brasileiro decidiu suspender, temporariamente, as exportações de carne bovina para a China.

Os dois casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB) ou (Doença da Vaca Louca), foram detectados em frigoríficos de Minas Gerais e do Mato Grosso. Segundo o Ministério da Agricultura, as amostras que deram positivo foram coletadas de vacas de descarte e com idade avançada. Por se tratarem de casos atípicos da doença – quando é originada dentro do próprio organismo do bovino -, o caso é considerado de menor gravidade e não ameaça o status sanitário do Brasil.

Em 23 anos, o Brasil registrou apenas cinco casos atípicos de vaca louca e nenhum caso clássico. “Dessa forma, o Brasil mantém sua classificação de país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais, seus produtos e subprodutos”, diz a nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.

“Tudo isso criou uma situação de compasso de espera por parte das empresas que naturalmente iriam parar suas atividades pelo feriado 7 de setembro aguardando o desfecho deste caso para quarta-feira” afirmou a Abrafrigo.

Todavia, as exportações para a China foram automaticamente suspensas em função do protocolo sanitário firmado entre os dois países. A comercialização só deve ser retomada após a China avaliar o relatório de informações repassado pelo Brasil.

— Estamos vivendo um momento bastante preocupante, delicado, embora já tenha sido confirmado que a doença apareceu em duas vacas velhas. Agora esperamos uma análise das autoridades chinesas. As exportações estão proibidas, mas estamos negociando o que foi fechado antes dessa data (4). De qualquer maneira, é bom que ficarmos com uma certa preocupação porque todos os mercados mundiais respondem negativamente a esse tipo de procedimento — comenta o presidente da Farsul, Gedeão Pereira.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a China segue como principal destino da carne brasileira. No mês de julho, o volume total de exportação foi de 91.144 toneladas, com crescimento de 11,2%. Considerando Hong Kong, a China compra 60% da produção de carne bovina do Brasil. No Rio Grande do Sul, três frigoríficos da Marfrig em Bagé, Alegrete e São Gabriel estão habilitados para exportação de carne bovina à China.

Não há uma regra exata mas as notícias sobre suspensão da exportação de carne à China em razão da confirmação do caso de “vaca louca” pode baixar o preço do alimento para os consumidores internos.

Informações de ZGH