Aconteceu no último final de semana a XIII Feira Municipal do Livro e IV Cultura na Barra. O evento realizado pela Prefeitura Municipal com a organização da Secretaria de Educação e Cultura contou com a participação de expositores de livros, feira da agricultura familiar, exposição de fotografias, exposição de desenhos, exposição de pinturas, exposição de orquídeas, além das apresentações de grupos indígenas, grupo de capoeira, apresentação da Fábrica de Gaiteiros, do grupo Clube do Samba, de Gabriel Gularte, da Trupe da Folia, e dos grupos Garotos de Guarulhos e Sexto Sentido.

Como patrono da feira de 2021 teve o Marcos Leandro de Oliveira Alves, Psicólogo, escritor e poeta.

O evento, em sua solenidade de abertura, contou com a presença do Prefeito Jair Machado e representantes do Executivo Municipal, o Prefeito que manifestou sua alegria em poder contribuir para a evolução da cultura de Barra do Ribeiro e reiterou que eventos como esse são responsáveis por semear os valores literários e culturais na cidade.

A feira do livro de 2021 contou com bom público nos dois dias e trouxe centenas de pessoas para a Praça João Budelon nesse final de semana.

ASCOM: Prefeitura Municipal de Barra do Ribeiro

Abaixo a fala do Patrono Marcos Leandro de Oliveira Alves extraída de sua rede social.

Aos Professores e Mestres com Carinho
E se todos os países do mundo que estão nos primeiros lugares em Desenvolvimento e Qualidade de Vida tiveram investimentos pesados na Educação e Cultura…
É possível afirmar que a leitura é parte essencial do processo de aprendizagem, compreensão e ação.
A leitura nos permite viajar por lugares que não existem na realidade. Podemos, assim, ser super. Ou herói ou vilão. Atravessamos reinos e universos, mas também entendemos a realidade histórica e buscamos nela elementos que possam didaticamente nos ensinar.
A leitura é um instante para a solidão bem vinda, para podermos reconhecer-nos em personagens e viver, sofrer e alegrar-nos junto delas. Desta forma é possível morrer com nossas faltas e ressuscitar com nossas sobras. E que sobre vivências bem sedimentadas. Que sobre diferenças e junto delas… afinidades.
A leitura nos possibilita passar do juntar as letras para formar palavras à complexidade de entendê-las em seu contexto.
Faz falta a leitura profunda. Faz diferença no processo tanto quanto no resultado. Falta boa comunicação por termos apenas leituras superficiais.
“Parece obviedade, mas é só alerta. Talvez, tua cidade”…
É o mergulho pelas palavras que nos ativa vários fatores associativos e imaginários necessários a interpretação da própria realidade que se impõe no dia-a-dia.
Para finalizar, permito-me em nome de muitos agradecer nossos professores pois sabemos que é difícil. O nosso presente é esta marca no tempo que carrega dedicação e empenho de outros. Estes são aqueles que se empenharam desde nos ensinar que o “b” com o “a” faz bá (coisa de gaúcho) até até o ponto final…
que é carinho por quem tem ofício e coragem de ensinar.
Não somos seres partidos. Somos inteiros e integrados pelas artes, música, espiritualidade e movimentos. Somos letra solitária e somos poemas a serem decifrados.
Somos valiosos enquanto aprendizes eternos de grandes PROFESSORES.
Agradeço em nome de muitos.
Marcos Alves.