Em reunião virtual e presencial na tarde desta sexta-feira (10) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, criadores, associações, pesquisadores, universidades, movimento tradicionalista, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e servidores da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) debateram as duas principais doenças que atingem os equinos no Rio Grande do Sul neste momento: o mormo e a anemia infecciosa equina (AIE).

A principal ação que está sendo discutida pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Equideocultura é a criação de um Fundo para auxiliar o setor nas ações de combate a estas doenças. Este Fundo seria nos mesmos parâmetros de outros fundos já existentes para outras cadeias produtivas como a dos bovinos, ovinos e suínos, e seria gerenciado pelo Fundesa (Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal). A proposta é inicial e deve passar por novas discussões nas próximas reuniões da Câmara, previstas para ocorrer ainda este ano.

O presidente da Câmara, Francisco Fleck, destacou que, além de ações de combate ao mormo e AIE, estão previstas também para o fundo outras iniciativas como a testagem da população equina por regiões, a identificação dos animais através de microchips, a indenização de animais abatidos, entre outras ideias.

“O Fundesa é uma instituição sólida e com credibilidade. A gente só vai conseguir resolver estas questões se tiver aportes”, destaca o fiscal agropecuário Luiz Otávio Silveira, do Programa Nacional de Sanidade dos Equinos (PNSE) da Superintendência do Mapa no RS.

No final da reunião foi aprovada a participação de cinco novos membros, sendo quatro universidades: Uniritter, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), e o Exército.

Participantes: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Associação Brasileira da Cancha Reta (ABCR), Associação Brasileira de Médicos Veterinários Especialistas em Equídeos (ABRAVEQ), Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC), Chefe da Seção Veterinária do 3° Regimento de Cavalaria de Guardas – Regimento Osório, Unipampa, UFRGS, Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Associação Gaúcha dos Criadores do Cavalo de Corrida (AGCCC), Federação Gaúcha dos Esportes Equestres (FGEE) e SEAPDR.

Fonte: SEAPDR