Por Fábio Alves Peres*
Para garantir o alimento e a saúde da família, a baixo custo, em época de crise ou desabastecimento, por um período longo é necessário se adaptar a certas situações para contornarmos o período conturbado até a volta da normalidade econômica e social.
Com o possível desabastecimento em vista, caso a situação iniciada pela greve dos caminhoneiros perdure, considerando que o movimento vem ganhando força com apoio de outras instituições ou categorias e da massa populacional, é possível que a região sofra a falta séria de alimentos nos mercados. Isto atingirá principalmente a zona urbana e a zona rural que não têm produção diversificada de alimentos ou criação de animais para abate, como forma de garantir a alimentação da família.
Até a situação se normalizar e para evitar passar necessidades é prudente que façamos um estoque razoável, de pelo menos um mês, para a família, e a tarefa é fazer isto com pouco dinheiro. Para tanto, seguem dicas de como proceder: obtenha, enquanto têm disponíveis nos mercados, grãos e cereais (arroz, feijão, lentilha, milho em canjiquinha ou farinhas , etc), opte sempre pelas marcas mais baratas; farinhas, massas, óleo vegetal (azeite), café, leite longa vida, carnes baratas, que podem permanecer congeladas por longos períodos, evite comprar produtos perecíveis em quantidade, no máximo estoque cebolas e batatas, que mantidas em local seco e arejado duram muitos dias. Produtos de limpeza pode se estocar sabão em barra e em pó, água sanitária e shampoos, sabonete e creme dental. É essencial estocar, vinagres para desinfetar frutas e saladas, principalmente as oriundas de rurais, isso é importante na prevenção de contaminação por vermes. Poupe combustível, quem ainda tem, ande a pé ou bicicleta, deixe carro ou moto para emergência em caso de acidente ou doença.
Uma orientação importante, para quem tem essa possibilidade, é iniciar o cultivo de uma horta, com espécies de produção rápida, como alface, rúcula, espinafre, rabanetes, couve, repolho, beterraba, etc.
Esperamos que não seja necessário usar, caso não seja, você apenas terá economia para os meses seguintes e sem prejuízos.

Procedimentos com o lixo
É importante separar o lixo orgânico do lixo seco, destinando o orgânico a enterrar para servir de nutrientes ou fertilizante natural em jardins, hortas e lavouras. Nunca deixe a céu aberto para evitar a geração de pragas e doenças. O lixo seco deve ser armazenado, mas é fundamental lavá-lo para evitar a atração de moscas, baratas e ratos que consequentemente atraem cobras e são vetores de doenças. NUNCA devemos queimar o lixo.

* Fábio Alves Peres – Biólogo, especialista em diversidade e conservação da fauna em ecossistemas; professor universitário e de educação básica. Empresário e Produtor Rural. Estudioso e analítico de estratégias em crise de abastecimento por catástrofes ou guerras. Formado pela UFRGS e ULBRA.