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domingo, maio 5, 2024

Em 2022, desembolso com fertilizantes já o maior da história

Volume de toneladas importadas pelo Brasil no ano se aproxima dos 30 milhões

 

O ano de 2022 já é de recorde no quesito desembolso para a compra de fertilizantes no Brasil. De janeiro até setembro, os produtores rurais do país foram responsáveis por movimentar US$ 20,27 bilhões com a importação desses tipos de insumos.

O valor parcial — faltando ainda um trimestre para o fim do ano — já supera em mais de US$ 5 bilhões o que foi desembolsado com a aquisição de fertilizantes junto ao mercado internacional no decorrer do ano passado. Em 2021, o total do desembolso com o produto foi de US$ 15,14 bi.

O maior número da história do Brasil em relação ao desembolso com fertilizantes ocorre mesmo diante de um volume menor de toneladas importadas. Na parcial de 2022, o número está na casa dos 29,75 milhões de toneladas. Foram 41,29 milhões no consolidado de 2021.

A relação entre desembolso recorde e diminuição do volume de toneladas de fertilizantes importadas pelo Brasil foi analisada pelo diretor de conteúdo do Canal Rural, Giovani Ferreira. O assunto pautou a edição desta semana do boletim ‘AgroExport’.

“O aumento nos preços dos fertilizantes foi decisivo para o aumento de custo de produção” — Giovani Ferreira.            

“O que significa isso? Custo de produção”, enfatizou Ferreira ao participar da edição desta terça-feira (27) do telejornal ‘Mercado & Companhia’. “O aumento nos preços dos fertilizantes foi decisivo para o aumento de custo de produção nesta safra”, continuou o apresentador do ‘AgroExport’.

Foto: Canal Rural/reprodução

Fertilizantes: a conta ficará para a próxima safra

De acordo com Ferreira, o aumento do custo de produção em decorrência da elevação do preço de fertilizantes será sentido na safra 2022-23.

“O Cepea, da Esalq-USP, prevê um aumento no custo de produção total das lavouras brasileiras entre 25% e 40%”, informou o diretor de conteúdo do Canal Rural. “Sabe quanto representa a participação dos fertilizantes nesse custo de produção? Vinte e sete por cento”, detalhou.

“Ou seja: a safra será mais cara, sem sombras de dúvidas. Principalmente puxada pelos preços dos fertilizantes”, destacou Ferreira.

Por: Canal Rural 

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Redação CLICR
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