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terça-feira, abril 23, 2024

Relembrando um pouco do Conjunto RB 6 de Sertão Santana

RB 6 conjunto musical de Sertão Santana que fazia sucesso nas décadas de 60 e 70 em toda a região

 Buscando trazer um pouco da história de Sertão Santana, o Portal ClicR esteve conversando com um integrante, que fez arte da primeira formação do extinto Conjunto RB6, que muito animou bailes da região centro sul.

Para saber um pouco sobre essa Banda, e, diga-se de passagem, que fez muito sucesso nas décadas de 60 e 70, o Portal ClicR na pessoa do amigo Figura, esteve conversando com Carlinhos Meyer, um dos integrantes da primeira formação da Banda.

 

Carteira Profissional de Músico

Inicialmente o amigo Carlinhos Meyer destacou que os músicos da época tinham que ter carteirinha de músico, isso mesmo, para se apresentar em um baile ou em uma festa, todos os integrantes da Banda deveriam possuir carteira da “Ordem dos Músicos do Brasil”, caso não tivesse e alguma fiscalização batesse no dia do evento, o músico sem carteira era convidado a se retirar. Carlinhos nos mostrou sua carteira profissional registrado dia 26/10/1966.

 

Aulas de música

Mayer lembra que nos anos de 1961 e 1962, viaja uma vez por semana para Porto Alegre para fazer aula de música, levando consigo seu “Trombone” (O trombone é um instrumento peculiar dentro do grupo dos metais por possuir uma vara dupla deslizante em forma de U para mudar continuamente a altura do som produzido. É o único instrumento de sopro de orquestra que permite a produção do glissando, efeito que consiste em passar de uma nota a outra de forma contínua), assim como ele na época outros alunos da região também frequentavam aulas de música, além do Trombone Carlinhos também tocava Piston.

 

Surgimento da RB6 e o que significa seu nome

Nosso entrevistado lembrou que de 1963 a 1969 foi estudar em Camaquã, onde cursou Ginásio e o 2º Grau, e foi nesse período ali entre 63 e 64, que o amigo Roberto Barth o convidou para formar a Banda RB 6, e o nome da Banda leva as iniciais do idealizador “Roberto Barth.” e o número 6 seria a quantidade de integrantes, a Banda tinha vocalista contudo muito pouco se cantava o forte da Banda era mais música instrumental, e a Banda passou por mais uma formação antes se ser extinta ali em meados de 1975.

A formação teria surgido tudo em meio uma brincadeira, onde a maioria dos integrantes da primeira formação moravam tudo perto uns dos outros, lembrou Carlinhos

“Tinha a casa do meu pai ali na Vila Derrose; ao lado, onde hoje tem um prédio velho era um engenho de arroz, tendo como sócios, o Roberto Barth e meu tio Ari Papke, local onde se aproximava mais o pessoal, bem próximo quase em frente ao mercado, morava um dos integrantes o Etvino, lembro bem que o pai dele era marceneiro, já o Hugo, o Neco e o Wilson Pinzon moravam na linha Vitorina, todos morando meio perto, com facilidade para reunir o grupo e realizar os ensaios.” Lembrou Carlinhos

Hugo Pinzon (contrabaixo), Neco Pinzon (Bateria), Roberto Barth (saxofone), Etvino Brauwers (saxofone), Carlinhos Meyer (Piston), Carlos Roberto (Saxofone), e Wilson Pinzon (Sanfona), mais um integrante convidado Daniel Pinzon.

 

Carnaval em Arambaré

Entre os anos de 65, 66 não sabendo precisar com exatidão, a Banda RB6 esteve animando um Carnaval na região onde hoje é conhecido como Arambaré, animando o público.

 

Kerp em Dois Irmãos e uma surpresa

Nessa cidade, era a primeira vez que a Banda prestigiava e se apresentava em um ambiente com quatro pista de dança, para a época era algo fora do normal, onde segundo Meyer nunca tinham visto ambiente e muita gente, prestigiando.

 

Surpresa

“Me lembro que naquela época eu namorava a Carmem, pois bem ela convidou um casal de amigos onde ele era motorista da Banda Raab, e mais uma amiga, pegaram o carro do seu Waldemar, meu sogro, um Chevrolet dos antigo, e daqui a pouco nós tocando e quando vejo a Carmem lá prestigiando nossa apresentação…” lembrou em risos o amigo Carlinhos.

 

Fato que marcou

Em outra ocasião em que o conjunto se apresentava na localidade onde hoje é Chuvisca, Carlinhos lembra como se fosse ontem…  “Começamos a tocar, o salão cheio de gente, e já fazia quase meia hora, e nada do povo ir para pista dançar, foi então que o Roberto mudou o nosso ritmo e o público começou a encher a pista, nunca tinha acontecido uma dessas ..” lembrou Meyer.

 

Primeira formação do Conjunto RB6

Hugo Pinzon (contrabaixo), Neco Pinzon (Bateria), Roberto Barth (saxofone), Etvino Brauwers (saxofone), Carlinhos Meyer (Piston), Carlos Roberto (Saxofone), e Wilson Pinzon (Sanfona), seis integrante mais o Roberto Barth, (na foto) tem um integrante convidado Daniel Pinzon.

Segunda formação do Conjunto RB6

 

Da Esquerda para a direita: Wilson Pinzon, Hugo Pinzon, João Kluge, Preto, Roberto Barth, Carlos Roberto Barth, Neco Pinzon e Etvino Brauwers.

 

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Redação CLICR
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